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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

escolarizados, como gerentes, supervisores e executivos, e inscritos em um concurso promovido por uma revista norte-americana que pedia mensagens reais estranhas do local de trabalho de seus leitores.

[1] “A partir de amanhã, os empregados somente poderão acessar o prédio usando cartões de segurança individuais. As fotografias serão tiradas na próxima quarta-feira, e os empregados receberão seus cartões em duas semanas” (Microsoft, Redmond,WA)

[2] “Precisamos de uma lista de problemas específicos desconhecidos que iremos encontrar” (Lykes Lines Shipping)

[3] “E-mail não deve ser usado para passar informações ou dados, mas só para negócios da empresa” (gerente de contabilidade, Electric Boat Company)

[4] “Este projeto é tão importante, que não podemos deixar coisas mais importantes interferirem nele” (gerente de publicidade e marketing, United Parcel Service)

Perfeitamente corretos no que tange à estrutura gramatical e ortografia, esses exemplos deixam claramente evidente a necessidade de se trabalhar o uso da linguagem a um nível acima da alfabetização: ao nível do letramento.

Os mitos sobre o letramento

Dado o crescente interesse de pesquisa sobre usos e funções sociais da modalidade escrita, a definição de letramento foi estendida para várias áreas do conhecimento, tendo surgido então expressões tais como letramento acadêmico, letramento funcional, letramento visual, letramento cultural, e assim por diante (Descardeci, 1997). Segundo essas noções, um indivíduo poderia ser letrado em computação, letrado em cinema, letrado em música, etc. O problema com essas amplas definições é que, por um lado, perde-se a essência do significado da palavra; e por outro, abre-se espaço para usos discriminatórios do termo. De uma definição de sujeito letrado como sendo aquele que faz uso do código escrito para interagir socialmente, passa-se a uma definição de sujeito letrado como aquele que seja “expert” em uma área qualquer do conhecimento, como se o envolvimento com outras práticas passasse necessariamente pelo domínio do código escrito. Acredito que todos já tenhamos conhecido pelo menos uma pessoa que seja “expert” em sua área de conhecimento, sem contudo ser conhecedora do código escrito.

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