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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

Juntam-se a essas reflexões as de Edgar Morin quanto à incerteza humana: “A condição humana está marcada por duas grandes incertezas: a incerteza cognitiva e a incerteza histórica.” (MORIN, 2001, p. 59).

 Mas, dificilmente,  a “prática pela prática”  apresentará  novas maneiras e novas soluções para os novos desafios da educação no Século XXI. Principalmente, enquanto visão para análise das formas diversas que direcionam as propostas políticas de educação envolvendo o ser humano e a sociedade que constituímos - construímos.

Também, entre os desafios para a Escola e a Família, estão o  “aprender a ser” e o  “aprender a viver juntos”  associando-se as noções de cidadania com as de  sociedade democrática nas quais seja imprescindível pensar no coletivo e no individual. A composição dessa articulação  possibilitará  às pessoas refletirem sobre diferentes  maneiras de assumir responsabilidades e comprometimentos quanto ao destino da coletividade.

Os adultos responsáveis pela Escola e pela Família,  ao estudarem “aqueles autores que ainda falam para nós com uma voz que é considerada relevante”, mesmo à luz de novos imperativos,  e ao produzirem análises inovadoras, fazem o sonho renascer  encontrando novos  caminhos, para

a formação da personalidade madura [pois, esta] resulta tanto do fortalecimento da autonomia pessoal como da construção de uma alteridade solidária, ou seja, do processo de descoberta do outro como atitude moral. A humanização concebida como crescimento interior do indivíduo encontra seu pleno desenvolvimento no ponto onde se encontram de modo permanente os caminhos da liberdade e da responsabilidade. Os sistemas educativos são fonte, simultaneamente, de capital humano(BECKER), capital cultural(BOURDIEU) e capital social(PUTNAM). Das cinzas do homem lobo do homem – homo homini lupus - pode nascer o homem amigo do homem – homo homini amicus - graças a uma educação pessoal e social fiel à sua intencionalidade comunitária.  A tarefa é gigantesca e o mandato indeclinável visto que dele depende a construção da nova ordem social no século [XXI]. Mas é, sobretudo, pela formação para a justiça que se pode reconstituir o núcleo de uma educação moral das consciências que supõem uma cultura cívica feita de inconformismo e de recusa perante a injustiça e capacitem para uma cidadania ativa em que a responsabilidade de intervenção se substitua a uma mera cidadania por delegação. Na verdade, é pela apropriação do sentido da justiça abstrato ( eqüidade, igualdade de oportunidades, liberdade responsável, respeito pelos outros, defesa dos mais fracos, apreço pela diferença) que se criam as atitudes psicológicas que predispõem para agir de maneira concreta pela justiça social em defesa dos valores da democracia [grifo nosso]  (CARNEIRO, 2000, p. 222-223).

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