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PEDAGOGIA EM DEBATE ON LINE – TEXTOS   Livro Virtual

não é possível deixar de acrescentar às novas demandas, às lutas sociais por novos direitos, as reivindicações de direitos sociais tradicionais: abrigo, comida, saúde e educação.

Também na UNICAMP e na USP as teses e dissertações que se destacam numericamente nos anos 90 são as que discorrem sobre os novos movimentos sociais, e, é preciso lembrar, as poucas pesquisas sobre o movimento estudantil foram concluídas, principalmente nestes últimos anos do período abordado6. As teses e dissertações sobre os novos movimentos sociais, em grande parte, (56,6% do total das pesquisas sobre este tipo de movimento) trataram do movimento de gênero (de mulheres, principalmente), seguido do étnico (22,6% de seu total abordando o movimento negro) e do ambientalista (13,2%).

As pesquisas sobre movimentos sociais de diferentes tipos, com a crescente diversidade ao longo do período, pode indicar que estes trabalhos acompanharam os desafios colocados pelas mudanças conjunturais da sociedade brasileira, entre 1970 e 1995.

3. Movimentos sociais: espaço pedagógico para a cidadania

Se tomarmos os anos partir da década de 1970, observamos que diferentes protagonistas, atores sociais, sujeitos coletivos e políticos, estiveram presentes no cenário nacional brasileiro, através dos movimentos sociais pela redemocratização do país e pela consolidação e garantia de direitos, tais como os movimentos de trabalhadores urbanos e rurais, os movimentos populares, de gênero, étnicos, de meninos e meninas que vivem nas ruas, movimento pela cidadania e ética na política, movimentos ecológico e ambientalista. Mais recentemente, tais atores sociais também estão articulados em redes, em Foruns e por meio de participações institucionalizadas em Organizações não Governamentais, em Conselhos Gestores dos municípios, estados e federação e, nas experiências de orçamento participativo, entre outras formas de organização, participação e gestão social.

6 Uma possível compreensão sobre o número pouco expressivo de pesquisas sobre movimento estudantil estaria centrada no cenário social e político dos anos 70 a 1995, no qual os pesquisadores, assim como os próprios movimentos sociais, priorizaram a luta pela democratização e pela reconquista da cidadania. Lutas estas protagonizadas principalmente pelos movimentos de trabalhadores e populares, porém, não raro, com a solidariedade participativa do movimento estudantil e de outros segmentos da população. Ver, por exemplo: MARTINS FILHO (1987).

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