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Em 2 Tm 4:18 Paulo confiante no Senhor a quem ele serve, declara que “o Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial.” O velho apóstolo se encontrava detido numa prisão romana esperando o seu julgamento. Aguardava paciente e consciente de que o resultado que receberia não possuía a probabilidade de ser uma sentença judicial favorável. O cheiro de morte estava no ar.

Não era apenas a esperança de sair vivo dali que o havia abandonado. Após relatar a Timóteo que somente Lucas estava com ele, e que fora deixado por todos os demais, Paulo expressa em quem realmente estava fundamentado a sua segurança (vs. 9-18). Meint R. Van Den Berg comenta que “em Paulo não é possível encontrar algum indício de autocomiseração; ainda que, humanamente falando teria razões suficientes para isto”.20

A esperança de libertação refletida aqui, não se referia libertar da morte física, mas de “toda obra maligna” (vs.18). A preservação da salvação como o próprio Paulo já havia mencionado anteriormente (vs.6-8). Gordon D. Fee comentando o verso 18 conclui que

mais uma vez o foco da carta se concentra na escatologia, na forma de uma das triunfantes certezas de Paulo: O que Deus já realizou em Cristo, ele considera até à consumação final; a salvação que Deus começou, ele completará de verdade.21

A salvação envolve ser livre “de”, como também ser livre “para”. A convicção do apóstolo neste versículo não se limitava apenas que Deus o livraria “de toda obra do maligno”, mas que especialmente o levaria “salvo para o seu reino celestial”.

Exegese em Gl 5:4

20 Meint R. Van Den Berg, Las Cartas a Timoteo (Rijswijk, FELiRé, 1998), p. 260

21 Gordon D. Fee, Novo Comentário Bíblico Contemporâneo – 1&2 Timóteo, Tito (São Paulo, Ed. Vida, 1994), p. 312

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