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Paulo neste verso não está discutindo a respeito da Perseverança dos Santos. Mas é necessário analisa-lo, pois, nele encontramos o termo “cair da graça”. Os arminianos extraem a expressão do seu contexto, e a enchem de seus pressupostos, para ensinar falaciosamente que um verdadeiro crente pode perder a sua salvação. Para interpretar este texto com propriedade devemos perguntar: o que realmente o autor quis dizer com “decair da graça”?

Se for aceito a interpretação arminiana de que esta passagem refere-se a perda da salvação, então seria necessário verificar a causa de tal queda. Não há menção de Paulo, neste texto, que exista alguma causa da queda da graça que seja motivado por algum pecado. A. T. Robertson comenta que Paulo “naturalmente, não se refere aqui a pecados ocasionais, mas que tem em mente uma questão muito mais importante: a de colocar a lei no lugar de Cristo como agente da salvação.”22

William Hendriksen é infeliz em seu comentário deste texto. O comentarista, embora seja calvinista, abandona o contexto e adota uma interpretação arminiana. Ele simplesmente diz

se os gálatas, sejam todos ou apenas alguns deles, buscavam justificar-se pela obediência da lei, e se persistiam até ao fim neste erro, o laço que os unia a Cristo não poderia resistir tão grande tensão. Romper-se-ia! Cairiam, pois, do domínio da graça, perderiam sua ligação à graça. Seriam como as flores murchas que caem ao chão e desaparecem.23

Esta interpretação oferecida por Hendriksen envolve uma contradição real na seqüência da salvação. Se os gálatas estavam buscando receber a salvação pelas obras da lei, como poderiam perder a salvação que ainda não haviam obtido? Se eles procuravam justificar-se pelos próprios méritos, como poderiam perder a graça, se não a tinham? Simplesmente é uma inconsistência de termos. Hendriksen desejando ser fiel ao literalismo da expressão “decaístes da graça” tornou-se infiel a toda

22 A. T. Robertson, Imágenes Verbales en el Nuevo Testamento, vol. 4, p. 418

23 William Hendriksen, Comentário do Novo Testamento – Gálatas (São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1999), p. 283

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