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Escritura.24 Discordo deste admirável comentarista, pois não é aceitável crer que Paulo esteja sustentando conscientemente uma contradição real entre os seus escritos! Porque não é possível ser verdade que um crente seja seguramente salvo, e que ainda lhe seja possível perder a salvação! O apóstolo não está meramente enfatizando a responsabilidade humana.

Quando se lê o contexto de toda a carta não há dúvida que a central preocupação de Paulo é combater a teologia judaizante. A situação histórica era de que os crentes da Galácia estavam recebendo um ensino diferente do que o apóstolo lhes havia dado (1:9; 5:7-12). Judaizantes haviam se infiltrado nas igrejas daquela região, e estavam ensinando uma salvação pela guarda da lei do Antigo Testamento, negando não a messianidade de Jesus, mas a suficiência da salvação, pela graça, em Cristo. J.Gresham Machen observa que

Paulo conclui a seção central da Epístola enfatizando a gravidade da crise, Gl 5:1-12. Não se iluda. Circuncisão, como os Judaizantes advogavam-na, não é uma coisa inocente; ela significa a aceitação de uma religião legalista. Você precisa escolher entre a lei e a graça, não é possível que seja ambas. 25

O apóstolo está declarando que é impossível alguém obter a salvação pelo caminho da lei. Para isto usa uma metáfora para reforçar o seu argumento de alguém que se perde do caminho da graça. Não significa que este que deixa o caminho da graça já seja salvo! Mas, que ele desprezou a única causa e meio de salvação, que é pela graça somente (Ef 2:1-10), preferindo conquistar a salvação pela guarda da lei (Tg 2:10). Mas este meio é reprovado pela enfermidade do coração humano. John Murray, em seu comentário de Rm 8:3 observa que

24 Mais adiante ele diz “não devemos tentar enfraquecer a força destas palavras em favor desta ou daquela pressuposição teológica.” Após tão estranha afirmação conclui “tenhamos em mente que Paulo, aqui, fala do ponto de vista da responsabilidade humana.” Gálatas, p. 283

25 J. Gresham Machen, THE NEW TESTAMENT An Introduction to its Literature and History (Edinburgh, The Banner of Truth, 1997), p. 129

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