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a lei não podia vencer o poder do pecado, porque “estava enferma pela carne”. Na natureza humana, a carne é pecaminosa. A incapacidade da lei reflete-se no fato de que ela não possui qualidade ou eficiência redentora. Portanto, em confronto com o pecado, a lei nada pode fazer para satisfazer as exigências criadas pela carne.26

Paulo não está discutindo sobre a possibilidade de se perder a salvação, ou, de se permanecer salvo. A sua artilharia se concentra no tema da salvação pela graça de Cristo, e não pelas obras da lei. O que realmente está reprovando é a possibilidade dos pecadores alcançarem a sua salvação através dos seus méritos pessoais. De forma simples, podemos resumir que a expressão “decaístes da graça” é usada por Paulo para indicar a inútil tentativa de se obter a salvação pela justificação das obras da lei. John Murray analisando Gl 5:4 concluí que

Paulo não está aqui tratando acerca da questão se um crente pode cair do favor de Deus, e finalmente perecer; antes, ele está falando acerca do distanciamento da pura doutrina da justificação da graça em contraste com a justificação pelas obras da lei. O que Paulo está dizendo na realidade é que se tratamos de nos justificar pelas obras da lei em qualquer modo ou grau, temos abandonado a justificação pela graça, ou caído dela totalmente. Não podemos admitir uma mistura de graça e obras de justificação, é uma ou outra. Se incluírmos as obras em qualquer grau, então temos abandonado a graça e somos obrigados a praticar toda a lei (Gl 5:4).27

Considerações finais

É simplesmente estranho declarar que Paulo não cria na permanência total e final dos redimidos. Se arminianos desejam rechaçar tal ensino, que o façam! Se quiserem podem até mesmo discordar de Paulo. Mas, não poderão provar que este inspirado teólogo não cria com todo o coração e coerência na doutrina de que os crentes são preservados na graça, pelo poder de Deus, com o propósito imutável de

26 John Murray, Romanos (São José dos Campos, Editora Fiel, 2003), p. 306

27 John Murray, La Redención Consumada y Aplicada (Terrassa, CLIE, 1993), p. 166

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