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méritos de Cristo. Este ato não implanta nenhuma mudança moral subjetiva no pecador. Todavia, simultaneamente com a justificação ocorre a implantação da nova vida pelo Espírito, que provoca mudanças e impulsos renovados para a santificação. Esta obra do Espírito que acompanha a justificação não é um ignus fatuo (fogo passageiro), mas uma obra permanente nos eleitos que foram justificados.  Esboçando o texto podemos analisá-lo melhor:

 1.temos paz com Deus, mediante Cristo (vs.1)

2.obtivemos acesso a graça, e nela estamos firmes (vs.2)

3.gloriamo-nos na esperança da glória de Deus (vs.2)

4.gloriamo-nos nas tribulações (vs.3)

 5.o amor de Deus é derramado em nós pelo seu Espírito (vs.5)

A perseverança é realizada numa experiência verdadeira com o trino Deus. O eleito justificado pode entender o próprio sofrimento sendo transformado em bem (Gn 50:20) enquanto persevera1. A esperança da glória de Deus é o alvo final, a graça capacita-o a seguir, Cristo o sustenta numa contínua intercessão, enquanto o Espírito Santo nutre a sua alma com o amor de Deus. Esta é a segurança do verdadeiro crente. C.E.B. Cranfield comentando o verso 5 coloca que

a prova de que a nossa esperança não nos desiludirá no final, baseia-se na surpreendente generosidade do amor de Deus para conosco. E, isto temos conhecido, e compreendido pelo dom do seu Espírito, do qual temos sido objeto.2

O contexto posterior (vs. 5-21) descreve o estado e a condição vergonhosa em que o pecador se encontra antes de ser justificado em Cristo. O verso 6 começa com uma simples conjunção subordinativa, que em nossas versões, em português, está traduzida como “porque” ou por “pois”. Ela dá inicio nos versos 6 a 11 a explicação

1 A palavra grega, neste contexto, é melhor traduzida por “perseverança”, do que “paciência”, embora denote mais o conceito moral, do que o teológico. William Barclay expressa com muita propriedade o significado dessa palavra ao afirmar que “é o espírito que pode vencer o mundo, que não se limita a resistir passivamente, senão que vence ativamente as provas e tribulações da vida”. Comentario al Nuevo Testamento – Romanos (Terrassa, CLIE, 1995), p. 95

2 C.E.B. Cranfield, La Epistola a los Romanos (Buenos Aires, Nueva Creación, 1993), p. 100

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