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A completa salvação que Deus realiza por nós não nos isenta da santidade. Aqueles que Deus tenciona salvar, neles concede a influência renovadora do seu Espírito. Charles Hodge comentando este texto declara que

quando recordamos, por um lado, o quão grande é a nossa culpabilidade, e por outro lado, quão grande é o perigo que nos espreita externamente, e dentro de nós, damos-nos conta de que somente a justiça de Cristo e o poder de Deus podem garantir que sejamos preservados sem culpa no dia do Senhor Jesus.15

Paulo confirma a fidelidade de Deus com a certeza da preservação, que inicia no chamado à comunhão com Cristo. Aqui está fundamentada a nossa salvação final. Calvino comentando o verso 9 conclui afirmando que

quando o cristão olha para si mesmo, ele não vê motivo para ansiedade, na verdade, nenhum desespero; mas, visto que ele foi chamado à comunhão com Cristo, então não pode pensar de si mesmo, no tocante à segurança da salvação, de nenhuma outra forma senão como membro de Cristo, fazendo, assim, suas todas as bençãos de Cristo. Dessa forma, ele se assegurará da esperança da perseverança final (como é chamada) como algo garantido, caso ele se considere um membro de Cristo, Aquele que jamais pode falhar.16

Exegese em Ef 4:30

Em Ef 4:30 Paulo nos exorta a não entristecermos o Espírito Santo com os nossos pecados. Ele é a garantia e o nosso preservador para o dia da redenção (Ef 1:13-14). A recomendação do apóstolo é para que o nosso comportamento não seja pecaminoso, pois Aquele que habita em nós, é Santo. Hendriksen comentando este versículo observa que

o Espírito não só nos salva, mas também nos enche de alegria e de segurança da salvação; porquanto, assim como já ficou bastante evidente, e assim como está repetido substancialmente aqui em 4:30, foi “nele” (“em conexão com”, daí também “por meio

15 Chrales Hodge, Comentário de 1 Corintios (Edinburgh, El Estandarte de la Verdad, 1996), p. 9

16 João Calvino, Exposição de 1 Coríntios (São Paulo, Ed. Paracletos, 1996), p. 40

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