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 Percepção da insuficiência de sua formação e da ocorrência ... - page 2 / 10

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Relação entre os vários marxismos e a editoração das obras de Marx

PROBLEMAS INERENTES À DIVISÃO DO PENSAMENTO DE MARX

O professor José Paulo Netto, inicia o conjunto de suas aulas-palestras abordando o pensamento de Marx e o problema que geramos quando o fracionamos de acordo com o enfoque das diferentes ciências que se propõem estudá-lo. Afirma, ele, que ao dividirmos o pensamento Marxiano, de maneira a atender às diversas ciências – áreas do conhecimento – que dele tratam,  acarretamos, por conseqüência, a negação de sua especificidade, retirando dele aquilo que lhe é peculiar: a natureza de sua obra e os três pilares que a suportam (método dialético, perspectiva de revolução e teoria da força trabalho).

TRÊS PILARES DE SUA OBRA

Neste momento, o professor expõe sobre cada um daqueles que ele considera os três pilares da obra Marxiana. Sobre o “método dialético”, aponta que se ele for suprimido do pensamento de Marx, o conjunto de sua obra será destruído. A desvalorização do método dialético e a conseqüente esterilização do pensamento Marxiano, são atribuídas, pelo professor, à contaminação que o pensamento Marxista sofreu por meio do Positivismo e do Neo-Positivismo no final do século XIX e início do século XX.

Sobre a “perspectiva da revolução”, afirma que ela teria como protagonista o proletariado articulado como classe no pós 1848. Esta perspectiva poderia ser compreendida como a supressão das estruturas fundamentais da ordem burguesa.

Já “teoria do valor trabalho” se junta aos dois pontos anteriores e daria, junto com eles, fundamentação ao pensamento de Marx, sendo, portanto, os alvos preferidos de seus críticos ao longo dos anos.

CONDIÇÃO ALEMÃ NO SÉCULO XIX E O TRABALHO NA REDAÇÃO DA GAZETA RENANA

A partir deste momento, José Paulo Netto inicia uma análise que tem por base a biografia de Karl Marx. A abordagem biográfica justifica-se totalmente quando percebemos como o professor amarra os diversos temas que pretende expor, originando tal exposição nas passagens mais significativas da vida do filósofo alemão.

Afirma ele que Marx nascera no Estado germânico da Renânia, em 1818, em uma família de camada média urbana, tendo como ascendência materna a Holanda (família Phillips), e judaica por parte paterna. Morrera na Inglaterra, em 1883.

Apesar de judeu, o pai de Marx não guardaria as tradições, tanto que, para poder advogar, ter-se-ia convertido ao Cristianismo - o que para ele não teria alterado em nada sua vida, uma vez que se tratava de um cético.

A Renânia era um dos quarenta Estados germânicos - alguns governados por Monarquias Constitucionais, outros por meio do Absolutismo - fracamente ligados por um parlamento geral, liderado pela Prússia. Nesta Confederação Germânica, o poder ainda estava associado à posse da terra, uma vez que a região não sofrera o processo da revolução burguesa. Sob este aspecto, o professor afirma ser a Renânia um Estado relativamente mais progressista que os outros e aponta como causa disto a ocupação francesa do lugar e a implantação e utilização, nele, do Código Napoleônico, até o momento da realização do Congresso de Viena, em 1815. Foi também neste Estado que teve início um primeiro processo de industrialização, apesar de tímido e lento.

Marx abandonara a Renânia indo para Berlim onde faria a faculdade de Filosofia, tornando-se doutor, em 1841, pela Universidade de Iena, na qual discutira as diferenças entre as Filosofias da Natureza de Demócrito e Epicuro.

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