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 Percepção da insuficiência de sua formação e da ocorrência ... - page 7 / 10

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Londres, Engels foi para Manchester, onde trabalhou até 1870 e de onde, a partir do momento em que fora possível, passou a financiar a vida material do amigo.

Sobre a edição dos volumes dois e três de O capital, Engels é tido como co-autor, além de  responsável pela edição.

CONTATO COM A TRADIÇÃO SOCIALISTA E COM O MOVIMENTO OPERÁRIO

Mas fora ainda em Paris que, além do encontro com Engels, Marx  entraria em contato com a tradição do pensamento socialista por meio da leitura de seus escritores e do convívio com as associações do movimento operário. Marx lera textos de Graco Babeuf e conhecerá o pensamento de Auguste Blanqui. Até então, segundo José Paulo, o proletariado seria para ele uma figura um tanto mística, uma vez que na Renânia, não industrialmente desenvolvida, não pudera ter contato com esta classe de pessoas. Nesta aproximação com os trabalhadores em associações, sociedades e clubes de operários, Marx conhecera um novo tipo de relação entre os homens, dentro do qual a possibilidade da fraternidade seria real. A estadia em Paris marcaria, em Marx, a transformação de um democrata radical para um pensador comunista, vinculado ao movimento operário.

Sobre as tradições do movimento operário e do movimento comunista, o professor atenta para o fato de não existir necessária coincidência histórica, sendo as fronteiras do primeiro muito mais amplas do que as do último. Para exemplificar, ele cita o inglês Robert Owen (1771-1858), que pleiteava uma sociedade comunista sem fazer citações à classe trabalhadora.

José Paulo pontua que Marx, embora não tivesse participado do surgimento de nenhuma destas tradições, seria, no campo teórico, o responsável pela confluência destes dois seguimentos quando, em seu objetivo de compreender a sociedade civil e o Estado, escolhera uma perspectiva política.

SURGIMENTO DO PARTIDO COMUNISTA E O SEU MANIFESTO

Sua estadia em Paris chegaria ao final em 1845 quando, pressionado pelos prussianos que estavam descontentes com as críticas publicadas por Marx na revista que contrabandeava para a Alemanha, o governo francês declarou sua extradição.

Marx seguira, então, para o exílio em Bruxelas onde manteria seu vínculo com o movimento operário, contatando organizações clandestinas de exilados alemães, sendo uma delas a chamada Liga dos Justos, que quando surgira em 1839, intitulava-se Liga dos Proscritos, mudando seu nome a partir de 1843. Conforme nos explica o professor, o primeiro envolvimento de Marx fora o de um contato sem maiores implicações. Mas entre 1846 e 1847, a Liga dos Justos passara por uma cisão interna e Marx teria sido procurado por eles para que se colocasse à frente do grupo. Reformulando as características do grupo, ele aceita a interlocução e trás Engels para a discussão tendo, como resultado desta aproximação, a realização de um primeiro congresso em Bruxelas, que seria retomado ao final de 1847 em Londres. Na capital inglesa, Marx, Engels e alguns pensadores mais próximos a eles conquistaram a direção da Liga, operando na mesma uma profunda mudança de orientação. O grupo fora rebatizado, passando a se chamar Liga dos Comunistas e tendo a pretensão de apresentar ao movimento operário e ao mundo político a sua plataforma. Em princípio de 1848 este programa fora concluído por Marx e Engels e publicado com o nome de Manifesto Comunista, sendo alterado, a partir de sua quinta edição, para Manifesto do Partido Comunista. Ao sair do prelo, a obra não possuía assinatura individual, era um texto que falava em nome de um grupo. Somente dois anos depois começara a ser impressa com

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