X hits on this document

Word document

 Percepção da insuficiência de sua formação e da ocorrência ... - page 8 / 10

27 views

0 shares

0 downloads

0 comments

8 / 10

a assinatura de Marx e Engels.

O MANIFESTO COMUNISTA E A REVOUÇÃO DE 1848

Foi contemporânea ao lançamento do Manifesto Comunista, a Revolução de 1848, e o professor atenta para o fato de ser esta pouco presente nos atuais estudos de História, como se a última revolução legítima e, portanto, digna de estudo fosse a Burguesa de 1789, sendo as que se seguiram apenas casos de polícia.

A Revolução de 1848 marcaria uma crise, além de política, também cultural na Europa burguesa. José Paulo Netto deixa claro que a Revolução de 1848 não fora motivada pelo Manifesto, uma vez que os revolucionários reivindicavam ainda aqueles valores aclamados pela Revolução Francesa e, até então, longe de serem implementados pela sociedade liberal: igualdade, liberdade e fraternidade, que seriam sintetizadas, pelos rebelados, em apenas um argumento: o direito ao trabalho.

O professor nos lembra que, em 1848, apenas as vanguardas operárias tinham claro que os seus interesses de grupo seriam incompatíveis com os da classe burguesa, e seriam elas que, a partir desta percepção, poriam o operariado como sujeito revolucionário, com interesses e objetivos que lhes eram próprios.

O professor explica não ser apenas coincidência histórica a Revolução de 1848 e o Manifesto Comunista serem coetâneos. Este último expressaria, do ponto de vista social, a irrupção de um novo sujeito histórico, e mesmo que os trabalhadores à época não tivessem lido o Manifesto, ele sinalizara no campo ideal aquilo que estava sendo gestado no âmbito sócio-material.

O EXÍLIO E A MISÉRIA EM LONDRES

Após a Revolução, o governo provisório cancelara o ato de expulsão de Marx de Paris, ele retornara à capital francesa mas lá não ficaria além de um mês, dirigindo-se para a Alemanha, onde a Revolução acabara de explodir. Novamente na Renânia, Marx funda um novo jornal, sob o título de A Nova Gazeta Renana, com o objetivo de organizar e direcionar a revolução na Alemanha. O movimento duraria dezoito meses e ao término os manifestantes foram fortemente repreendidos, indo Marx, em 1849, para o exílio na cidade de Londres e Engels, para Manchester.

Do ponto de vista econômico-finaceiro, o professor afirma que a década de 50 foi muito dura para a família Marx, uma época de miséria literal, uma vez que Engels só iria conseguir auxiliá-la no final deste período, enquanto o filósofo vivia como escritor de artigos para jornais operários, tendo sua remuneração próxima de zero e sem nenhuma outra profissão. Neste contexto, todo o dote material que Marx recebera por obra de seu casamento fora penhorado nas lojas de Londres e ele teria até mesmo perdido um filho por simples falta de condições para assisti-lo.

Neste momento da palestra, o professor realiza um parênteses para expor um pouco da personalidade de Marx, afirmando ser ele um homem fruto de seu tempo. Ilustra o comentário citando o preconceito manifestado pelo pensador diante do interesse de um haitiano radicado francês pela sua filha Laura. Dizia ele que o tal homem, Paul Lafargue (1842-1911), não seria um bom partido para a filha, justificando com o fato de serem os homens dos trópicos um tanto quanto preguiçosos. Lembra-nos, também, do adultério cometido por Marx com a acompanhante de Jane von Westphalen, do qual resultará em um filho assumido por Engels.

ANÁLISE CRONOLÓGICA DAS PESQUISAS E PRODUÇÕES DE MARX

No período compreendido entre 1843 a 1848, Marx teve intensa participação política e realizou exaustivos estudos. Foi ao fim deste ínterim que ele se qualificou

Document info
Document views27
Page views27
Page last viewedTue Dec 06 08:12:49 UTC 2016
Pages10
Paragraphs110
Words5324

Comments