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Figura 1

Lei de Patentes

Adaptado da CBO – Congressional Budget Office

3. PARTICULARIDADES DO SETOR

Os medicamentos farmacêuticos têm duas características especiais definidas por Lisboa (2001) que os diferem de outros produtos:

Natureza credencial dos medicamentos: O consumidor, em geral, não é capaz de avaliar diversos aspectos da qualidade dos medicamentos, sendo necessário um profissional especializado para atestá-la. Assim, na ausência de uma certificação pública, reconhecida pelos consumidores como confiável, a reputação da marca passa a ser componente relevante na determinação das decisões de compra.

Problemas de agência: decorrentes da dissociação entre consumidor e o responsável pelo diagnóstico e receita dos medicamentos (quem prescreve é o médico mas quem compra é o paciente).

A Indústria Farmacêutica no Brasil possui um “exército” de propagandistas e representantes de vendas que são responsáveis por usar a Natureza Credencial e o Problema de Agência, para tentar criar diferenciação, entre produtos com a mesma substância química. Um bom exemplo deste fato, é o grupo Aché, o maior laboratório farmacêutico nacional. Por não ter custos significativos com Pesquisa e Desenvolvimento, o Aché podia vender os seus produtos por preços inferiores ao produto de referência usando em suas propagandas o argumento de: “mesma qualidade com preços bem inferiores” convencendo o médico a prescrever seus produtos, ao invés do produto de referência. Esta estratégia foi vitoriosa, visto que colocou o Aché, nos últimos anos, sempre entre as 5 maiores empresas farmacêuticas do mercado brasileiro, segundo dados da Revista Exame Maiores e Melhores, derrotando, em alguns anos, gigantes do setor como Roche, Schering, Bristol, Merk e Glaxo.

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