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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

a possibilidade de um envolvidos (grupo de estudantes de Medicina), impermeável ao amor, apaixonar-se por uma mulher qualquer. Feita a aposta, o grupo passa as férias na casa da avó de um deles, numa ilha; estariam lá as primas do  membro do grupo, que convidara. O romance termina com a derrota do desafiado; pois, apaixonara-se pela Moreninha, a quem conhecera quando ainda eram crianças e fizeram um pacto de amor celado com dois amuletos. Enquanto romance modernista é racional, o romântico é rico de sentimentalismo e identifica amor e paixão.

Narrando a triste sina de uma escrava branca e bela chamada Isaura, em A Escrava Isaura, o autor apresenta a luta ideológica entre abolicionistas e escravistas  e retrata, respectivamente, a ala progressista e a conservadora da política brasileira. Um jovem abolicionista apaixona-se pela escrava de aparência européia e entra em conflito com Leôncio, o severo proprietário da cativa. Por ser um romance romântico, explora o sentimento de piedade e o antiautoritarismo, mostrando indignação face ao abuso de poder. Exibindo o autoritarismo dos cruéis senhores de engenho e dos feitores, não oferece subsídios a uma reflexão crítica capaz de nos mostrar a outra face da autoridade: a autoridade racional.

V – O irracionalismo na vida brasileira

Mário de andrade passa longe da perspectiva sentimental. O garoto Carlos Alberto, influenciado por Fräulein, evolui como pessoa.

Aprofundando etimologicamente a reflexão sobre o proletariado, percebe-se seu parentesco com “prole” que significa: “1. Progênie, descendência; 2. Os filhos ou o filho; 3. (fig.) sucessão”. Nota-se a inferioridade do proletário ante o burguês; nesse sentido, o garoto Carlos está, simetricamente ao conceito etimológico de “proletário”, na condição de filho (um dependente) do casal Felisberto e Laura.

O signo literário e a Fräulein possuem algo em comum: enquanto o  primeiro divide-se em “plano da expressão” e “plano do conteúdo”, a segunda traz em sua subjetividade “o homem do sonho” e o “homem da vida”; simetricamente, eles atuam na produção da obra de arte: o romance (signo literário) e a personalidade de Carlos (Fräulein), um garoto renovado em sua intimidade, respectivamente.

VI – Conclusão

A pesquisa confirma a relevância do conhecimento sobre o amor como instrumento de crítica literária.

O padrão existencial valorizado no amor não se conforma no âmbito de fronteiras ideológicas, ou seja, é humano; não, porém, de esquerda ou de direita.

A intertextualidade deste estudo reforça sua inserção no comparativismo, no diálogo entre os textos.

VII – Referências bibliográficas

1.

ANDRADE, Mário de. Amar – Verbo Intransitivo. Belo Horizonte, Editora Itatiaia Ltda, 2002.

2.

BUBER, Martin. Eu e Tu. São Paulo, Centauro, 2001.

3.

FROMM, Erich. A Arte de Amar. Belo Horizonte, Editora Itatiaia Ltda, 1995.

4.

ROHDEN. Huberto. Filosofia da Arte. São Paulo, Martin Claret, 2ª edição, 1985.

5.

ROUANET, Sérgio Paulo. As Razões do Iluminismo. São Paulo, Companhia das Letras, 1987.

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