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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

tradicionalmente, o ponto de partida para toda a reflexão sobre os problemas da tradução técnica.      

Posto isso, faz-se necessário apresentar não só as acepções de terminologia, linguagem técnica, linguagem de especialidade e termo técnico, como as relações de uma com outra, a fim de que se possa conhecer as especificidades da tradução técnica e, conseqüentemente, refletir sobre os seus desafios.

Aubert (1996, apud. EMMEL, 1998, p.8) entende terminologia como o estudo descritivo e sistematizador (padronizador) dos vocábulos das línguas de especialidade. Para que se entenda essa definição, é indispensável o conhecimento do que é linguagem de especialidade, termo que abarca tanto a linguagem técnica como os jargões e caracteriza-se por uma maior maleabilidade, isto é, seus limites são mais livres. É possível dizer que a linguagem de especialidade não está tão presa à comprovação científica quanto a linguagem técnica.

Hoffmannn (1987, p.37, apud. EMMEL, 1998, p.10) define as linguagens de especialidade como:

Sistemas semióticos complexos e semi-autônomos, que estão baseados na linguagem comum e se originam a partir dela; sua utilização pressupõe uma formação técnica e se limita à comunicação entre técnicos (ou especialistas), que trabalham na mesma área ou em área vizinha.

A sutil diferenciação entre os termos “linguagem de especialidade” e “linguagem técnica”, mencionados anteriormente, não é observada por todos os estudiosos da área. Azenha (1999), por exemplo, faz uso apenas do termo “linguagem técnica” – que será também adotado neste estudo.

Já o termo técnico, conforme Filipec (1976, p.55, apud. EMMEL, 1998, p.14), é uma unidade lexical específica, que designa um conceito definido no sistema de uma área de especialidade. A consolidação de um termo técnico como tal é determinada pelo contexto e pelo co-texto, vale dizer, seu novo sentido se estabelece em função do conteúdo textual e da freqüência com que ele ocorre. Nesse processo, a forma do termo técnico não muda, apenas lhe é atribuído um novo valor semântico que será deduzido, conforme o assunto do texto. Segundo Emmel (1998), a classe de palavras que mais se destaca na consolidação de termos técnicos é a dos substantivos. Tal conjunto de termos forma a terminologia, cuja função principal é organizar as noções dos termos dentro de cada área de especialidade.    

Uma vez definidos os elementos, faz-se necessário propor uma discussão sobre a tradução técnica, um dos objetos de estudo deste trabalho. Williams & Chesterman a definem no sentido lato (geral), mas sem deixar de destacar a sua especificidade em relação ao conhecimento terminológico por parte do tradutor.

A tradução técnica abrange a tradução de vários tipos de textos especializados nas áreas de ciência e tecnologia e, também, em outras disciplinas como economia e medicina. [...] A tradução desses textos exige muito conhecimento sobre o assunto bem como domínio da terminologia relevante. (WILLIAMS & CHESTERMAN, 2002, p.12, tradução da autora)

A questão terminológica pode criar dificuldades ao tradutor técnico quando ele não domina o assunto específico suficientemente, ou quando “o tempo dedicado à terminologia

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