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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

(A) “Seria a conjunção de algumas coisas: a cidade metropolitana,o liberalismo político, o capitalismo, o comércio livre.”    (VEJA, 24 de mai. 2006, p. 11)

Nesse exemplo, a palavra negritada coisas só tem o seu sentido estabelecido a partir do momento em que são colocados seguidamente os referentes, com os quais ela se relaciona: a cidade metropolitana, o liberalismo político, o capitalismo, o comércio livre. Nota-se que a forma remissiva constitui-se por um sintagma nominal, cujo núcleo é um nome genérico, que vai exigir do leitor uma projeção na busca pelos referentes. Estes, nesse contexto, são evidenciados por expressões nominais compostas de um determinante mais um nome. Dessa forma, temos que algumas coisas será uma expressão referencial catafórica.

Metodologia

Foram selecionados 30 trechos retirados da revista Veja das edições dos dias 17, 24 e 31 do mês de maio, do ano de 2006, e que sob nossa visão constituem-se por movimentos prospectivos, isto é, movimentos que obrigam o leitor a buscar o referente a posteriori da sua forma remissiva. A título de elucidação, não foi considerado pelo nosso estudo o material não verbal enquanto fator de coesão referencial catafórica.

A justificativa para a escolha do corpus não teve nenhuma motivação pré-estabelecida e a busca pelas ocorrências também não se deu de forma exaustiva, ou seja, dentre todas as expressões catafóricas presentes nas edições selecionadas da revista Veja, incluindo os textos verbais das publicidades, resolvemos elencar 30 trechos apenas.

Identificação de algumas formas remissivas catafóricas no corpus

1 - “O resultado: o Brasil caiu dezenove posições no ranking das Nações Unidas que avalia o uso da informática pelos governos, ficando atrás do Chile e do México.” (VEJA, 17 de mai. 2006, p. 68)

2 - “São duas garantias: uma de três anos e outra que a sua vida não vai ser a mesma.” (VEJA, 24 de mai. 2006, p. 20)

3 - “Ele está em todas. Denunciado, Duda Mendonça, põe amigos nas campanhas de Lula e estrelas do PT.”       (VEJA, 31 de mai. 2006, p. 54)

4 - “E, quando não dá certo, revela um truque: ‘Às vezes, a externa é a salvação. Com vento, movimento de rua e sem a luz do estúdio, as imperfeições não aparecem tanto.” (VEJA, 31 de mai. 2006, p. 80)

5 - “Em meio à controvérsia, voltou a velha dúvida: tais terapias alternativas funcionam?” (VEJA, 31 de mai. 2006, p. 112)

6 - “(...) professor de literatura que se dedica a uma ‘empreitada de hérculeas proporções’: escrever a biografia do escritor Bernardo Dopolobo, autor de uma obra inusitada que inclui um romance kafkiano com o título em esperanto e a peça de teatro O Elefante de Duas Trombas.” (VEJA, 31 de mai. 2006, p. 113)

7 - “É outra melancólica ironia: o primeiro grande ‘memoricídio’ do século XXI aconteceu no lugar onde nasceu a palavra escrita.” (VEJA, 31 de mai. 2006, p. 115)

8 - “(...) com a previsível dose de protestos paternos: desde que chegaram ao jardim-de-infância, livrinhos gays foram destruídos em atos públicos, um pai acabou preso, escolas foram processadas e diretores colecionam ameaças de morte.” (VEJA, 31 de mai. 2006, p. 116)

9 - “Stefania destaca, inclusive, uma situação incomum: “Como o brasileiro tem muito

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