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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

informações internas, ou cognitivas.  

A leitura, nesta perspectiva, se torna uma atividade complexa, pois envolve, segundo Kleiman (2004, p.9), fatores de ordem cognitiva e, acima de tudo, fatores de ordem social na construção de sentido, por ser ela um ato social no qual dois sujeitos, o leitor e o autor, interagem obedecendo a objetivos e necessidades socialmente determinados. Para Geraldi (2002b, p.91), a leitura é “um processo de interlocução entre leitor/autor mediado pelo texto”. Passam a ocupar o centro dos interesses dos estudiosos, questões relativas às maneiras como se dá o processamento do texto na sua produção e compreensão, a como os conhecimentos são representados na memória e ativados, às estratégias sócio-cognitivas e interacionais envolvidas nestes processos, entre outras questões.

A partir desse momento, com o desenvolvimento cada vez maior das investigações na área de cognição, as questões relativas ao processamento do texto, em termos de produção e compreensão, às formas de representação do conhecimento na memória, à ativação de tais sistemas de conhecimento por ocasião do processamento, às estratégias sócio-cognitivas e interacionais nele envolvidas, entre muitas outras, passaram a ocupar o centro dos interesses de diversos estudiosos do campo. (KOCH, 2001, p.13)

Bentes (2006, p.281) acrescenta que, além dos conceitos de coesão e coerência, os estudos da LT tal como ela é concebida hoje, passam a enfocar, também, questões relativas à produção do texto falado, mais especificamente, as estratégias usadas em seu processamento, estudos relacionados aos gêneros textuais sob a perspectiva Bakhtiniana, entre outras.

No que concerne ao texto falado, segundo Koch (2001, p.14), ele é descrito por estudiosos da Europa e América considerando-se questões de ordem sócio-cognitiva e interacional. No Brasil, a exemplo, no Projeto de Gramática de Português falado, de Castilho, estuda-se como ele se organiza textual e interativamente.

Quanto aos gêneros, Koch (2004a, p.159) justifica a necessidade de que eles sejam estudados visto que o conceito de competência sócio-comunicativa, amplamente difundido nos estudos da linguagem, pressupõe que os interlocutores sejam competentes para discernir, dentre os gêneros, o mais adequado à situação de interação verbal, como expõe Koch (2004a, p.159): “A escolha do gênero se dá em função dos parâmetros da situação que guiam a ação e estabelecem a relação meio-fim, que é a estrutura básica de uma atividade mediada.”

Voltando à concepção sociocognitivo-interacionista, segundo Koch (2004a, p.29):

[...] a cultura e a vida social seriam parte deste ambiente e exigiriam a representação, na memória, de conhecimentos especificamente culturais. Entender a relação entre cognição e cultura seria, portanto, entender que conhecimentos os indivíduos devem ter para agir adequadamente dentro da sua cultura. Segundo essa visão, a cultura é um conjunto de dados a serem apreendidos, um conjunto de noções e procedimentos a serem armazenados individualmente.

Koch (2004a, p.30) ainda acrescenta que uma visão que incorpora aspectos sociais, culturais e intencionais à compreensão do processamento cognitivo considera que muitos

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