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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

comunicação, em especial.

Neste trabalho queremos enfocar como a práxis envolvendo arte pode auxiliar no desenvolvimento do educando no processo ensino-aprendizagem e no processo de socialização, por intermédio das criações dos próprios educandos. Acreditamos que seja possível, pois a educação estética defendida e pesquisada tanto por Herbert Read e por Vigotski possibilita desenvolver habilidades para o desenvolvimento social e individual.

Inicialmente, faremos uma análise de como a arte e o cinema eleito exercem sua função didática e de como reflete na comunicação entre as linguagens em sala de aula, fazendo assim o que chamamos de um dueto, isto é, uma educação harmônica, na qual professor e aluno medeiam o saber.

Os objetos centrais da análise serão os filmes: “O Sorriso de Monalisa”, “Mentes Perigosas” e “Jardim Secreto”, já que exercitam a didática e a possibilidade da real análise proposta.

A arte e o cinema

Ao ser humano, dotado da capacidade de criar, a arte possibilita estabelecer vários tipos de comunicação. O homem dotado de várias linguagens consequentemente comunica-se com o mundo por diversas formas. Sendo assim, vale ressaltar que existem vários tipos de manifestações artísticas, concluímos que há infinitas maneiras de afirmar que o homem cria e tendo a possibilidade de explorar este multifacetado poder que segundo, Vigotski “aparece como um fenômeno humano que decorre da relação direta ou mediata do homem com um cosmo físico, social e cultural onde se constróem e se multiplicam variedades de facetas e nuanças que caracterizam o homem como integrante desse cosmo. A psicologia não pode explicar o comportamento humano ignorando a reação estética suscitada pela arte naquele que frui” (VIGOTSKI, 1998, p. XI).

Ao compreender melhor a si mesmo, o ser humano protagoniza com maior eficiência seus papéis sociais e exerce, com eficácia, o poder advindo disso, nos processos de socialização; assim, sabedor de sua autonomia tem mais aptidão para desenvolver o sentimento de putença a uma sociedade. Foracchi explica que “o processo por meio do qual o indivíduo aprende ser um membro da sociedade é designado pelo nome de socialização. A socialização é a imposição de padrões sociais a conduta individual” (FORACCHI, 2000, p. 204).

O principal objetivo da educação é desenvolver o indivíduo, conforme aquilo que a sociedade espera que ele se torne, isto é, formar cidadãos autônomos. Podemos relembrar de Durkheim, citado por Luzuriaga: “o homem não é homem senão porque vive em sociedade, considera que a educação consiste em uma socialização metódica da geração nova. A educação é antes de qualquer coisa, meio pelo qual a sociedade perpetua a própria existência” (apud DURKHEIM: 2001, p. 255), isto é, a educação assumiria o caráter socializador e teria a função de integrar o indivíduo , naturalmente egoísta e anti-social, aos costumes, hábitos e valores da sociedade, para que, assim, realize-se plenamente enquanto ser humano, que só existe porque tem vida social.

Podemos observar que a arte está profundamente envolvida no real processo de percepção, do pensamento e das ações corpóreas; esse enfoque estético deve ter um fundamento psicossocial, isto é, deve combinar as vivências do ser humano em nível individual com a recepção do produto estético percebido como produto social e cultural. Mais do que trazer sensações de alegria e gozo, a estética proporciona a integração do indivíduo com a sociedade, esse sentido social do indivíduo em relacionar-se com o outro.

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