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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

A arte sendo vista só por esse ângulo prazeroso, muitas vezes, tem seu potencial social esquecido, como já dizia Vigotski: “é a integração do homem com seus semelhantes”, muitos autores têm colocado a pedagogia estética só como um meio de conseguir algum resultado pedagógico, mas, na verdade, observamos que a arte deve servir de meio para a educação do conhecimento, do sentimento ou da vontade moral, enfim, para promover a socialização do indivíduo.

Por conseguinte, Braga (2006), relatar que por meio da educação estética, o indivíduo sente, pensa, cria e expressa suas linguagens de diferentes maneiras, socializando no contexto em que vive, dialogando com as demais linguagens fazendo-se assim o dueto do ensino-aprendizagem, dessa forma, é função do educador mediar essas linguagens de maneira que todos os educandos possam num som harmonioso tocar e reger os tons da construção de seu saber (p. 45).

Tecendo o pensamento com Vigotski, pois entende que “o pensamento se realiza na palavra, forma-se na palavra o discurso. A arte era um mecanismo para superação das emoções. A criação artística surge no momento em que certa energia, não acionada nem aplicada em um objetivo imediato, continua não realizada e migra para além do limiar da consciência de onde retorna transformada em novas formas de atividade” (VIGOTSKI, 1998, p. XII).

A idéia defendida por Read é que “o homem como criador é uma figura solitária, mas quando alguém o toma pela mão, considerando-o parte do universo e não como criador, isto é, como um amigo, ele experimenta a reciprocidade íntima (READ, 2001, p.318). Assim vivenciaremos o leque do dueto entre as linguagens”

Podemos enfim, analisar a reação estética na qual Vigotski entende que a arte não é um complemento da vida, mas o resultado daquilo que excede a vida no ser humano. O “milagre” da arte faz lembrar mais a transformação da água em vinho e, por isso, toda obra de arte é portadora de algum tema material real ou de alguma emoção totalmente corrente no mundo. Vigotski usando a metáfora da multiplicação dos pães e da água para vinho exemplifica a excepcional multiplicação da experiência, isto é, a multiplicação dos sentimentos. “Quando observamos, ainda que seja da forma mais superficial, uma reação estética percebeu que seu objetivo final não é a repetição de qualquer reação real, mas a superação e o triunfo sobre ela” (VIGOTSKI, 2003, p. 232).

Não se deve fazer uma abordagem do cinema em sala de aula só pelo mero prazer de diversão, passatempo, pois a sua inserção em sala necessita de um projeto, por isso, muitos educadores não usam adequadamente esse recurso. Educadores precisam ter a consciência da necessidade que se tem de proporcionar aos alunos uma experiência estética e de apresentar-lhes e levá-los a conhecer o mundo diferente que muitas vezes: inusitado ou singular, ou simplesmente reconhecê-lo, despertando-lhes o desejo de encontrar o prazer no desvendar os sentidos implícitos do filme. Assim, Braga (2006), em sua tese de doutorado, ressalta que “com o advento do vídeo e depois do DVD e com a conseqüente democratização do acesso às obras cinematográficas o que anteriormente, se restringia às salas de exibição por meio da locação ou da aquisição, o cinema passou a ser ainda mais utilizado pelos professores, ora como um importante recurso pedagógico, com objetivos variados: pesquisa, ilustração, reflexão, motivador da compreensão da intertextualidade entre outros; ora enquanto fim pedagógico, ou seja, o filme não é apresentado com a intenção de promover um processo de ensino-aprendizagem, ele apenas substitui atos pedagógicos, como se fosse uma “caixa de ilusões” que ainda hipnotiza com suas formas em movimento e seus sons encantatórios, e sugere a ilusão de que a construção do conhecimento está acontecendo” ( p.90).

Assim, utilizando a imagem como instrumento de ensino/aprendizagem, com um

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