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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

Vale ressaltar que nem sempre as expectativas do educador perante o educando são conseguidas com êxito, neste momento, o mediador poderá fazer uma auto-análise de sua metodologia convicções, vimos que quando fazemos a mediação, proporcionamos aos aprendizes a autonomia de escolherem o que eles querem, lembrando de uma cena do filme “O Sorriso de Monalisa” na qual demonstra a frustração de Watson, em que um o artigo de uma de suas alunas havia escrito, sobre suas próprias convicções, pensou em desistir e que não sabia que exigindo excelência das suas aulas, estava desafiando os papéis para quais elas haviam nascidos, isto é, pregava-se no colégio que as alunas eram nascidas para casarem, Watson se sentiu tola e enganada.

Em “Mentes Perigosas”, quando chega o desfecho do filme, Jonhson anuncia sua partida, agora a classe havia sido conquistada. No último dia de aula, se surpreende-se com a volta dos alunos que haviam desistido de estudarem, em que a mesma fora procurá-los e não obteve êxito.

Os alunos disseram-lhe: “[...] você é a nossa luz, você sabe o que precisamos, não desista porque nós não desistiremos de você [...]”. Questionada pelo um amigo professor, o que teria mudado de idéia, a mesma respondeu: “[...] eles me chamaram de luz [...]”.

No desfecho do filme “O Sorriso de Monalisa”, Watson confessa: “[...] Vim para Wellesley porque eu queria mudar o mundo, mas mudar pelos outros é mentir para si mesma [...]”.

Já a aluna, a mesma que a criticou no seu artigo que levou Watson a frustração, encerra o filme com o artigo, em que relata: “[...] minha professora Katherine Watson vivia segundo suas convicções e não as comprometeria nem pela Wellesley, serviu de exemplo e nos incentivou a ver o mundo com novos olhares, que derrubará novas barreiras e semeará novas idéias, ela foi tascada de fracassada por partir, transviada sem rumo, mas nem todos que se desviam carecem de rumos. Especialmente quem procura a verdade, além da tradição, além da definição, além da imagem... [...]”.

A arte como mediadora desse processo proporcionará a utilização de várias linguagens na sala de aula promovendo uma didática de maior qualidade, isto é, um olhar para a relação conteúdo/ensino e educador/aluno.

Assim, a Educação Estética vem para nos mostrar que podemos fazer a mediação e levar o interesse necessário para nossos educandos para que os mesmos possam sentir segurança, enfim, a arte proporcionará por meio da educação estética que o educando possa sentir pensar, criar e expressar suas linguagens de diferentes maneiras, socializando-se no contexto em que vive, dialogando com as demais linguagens fazendo-se assim o dueto entre as linguagens no processo ensino-aprendizagem.

Referências Bibliográficas

BRAGA, Patrícia Braga. Na estrada dos enigmas, leituras e linguagens Imagem e Palavra em cena. Doutorado em Educação e Linguagem – USP Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.

FORACCHI, Marialice; MARTINS, José. Sociologia e Sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio de Janeiro: LTC Livro Técnicos e Científicos, 2003.

LUZURIAGA, Lorenzo. História da educação e da pedagogia. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2001.

Mentes Perigosas. Direção: John N. Smith. Produção: Jerry Bruckheimer e Don Simpson. Roteiro: Ronald Bass, baseado em livro de LouAnne Johnson. Studio Canal: Buena Vista Pictures / Hollywood Pictures / Don Simpson/Jerry Bruckheimer Films, 1995. 1 filme (97

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