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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

“As expressões faciais e gestos dos participantes, improváveis de serem captados via Internet, constituem ferramenta extremamente útil para o moderador do grupo focal. Essas reações não-verbais podem ser utilizadas para direcionar a natureza da discussão ou mesmo para interpretar seus resultados. As respostas não-verbais de um participante são úteis na inferência de seus sentimentos (aborrecimento, entusiasmo, confusão, aprovação, rejeição, etc.) em relação ao tópico em discussão. Os grupos focais virtuais não permitem ao moderador utilizar esse aspecto da comunicação humana como informação adicional.”

A autora, entretanto, sugere que a ausência de interação face-a-face no ambiente on-line, especialmente em grupos assíncronos, pode ser parcialmente eliminada por meio do uso de ícones representando rostos com diferentes expressões, os emoticons (emotion icons).   Acreditamos, entretanto, que o uso destes ícones não suprem a necessidade da visualização entre os participantes, uma vez que eles não representam com exatidão a vasta gama de significados transmitidos por meio das expressões faciais humanas, constituindo-se em  um recurso ainda mais limitado que o uso de uma câmera na interação síncrona.

Rezabek (2000), aponta ainda alguns efeitos potencias da Internet em inibir e afetar a participação dos membros dos grupos nas discussões.  Segundo ele, o medo da tecnologia, seja ele de microfones ou de se verem na tela do computador, pode afetar na disposição em participar das discussões, assim como no que eles dizem. Por outro lado, Easton et al (2003), contradizem as limitações dos grupos focais on-line ao analisarem mais de 200 estudos empíricos  realizados com a  técnica de grupos focais até 1998 com uma grande variedade de métodos e intervenções tecnológicas.  Segundo eles, não foram identificadas diferenças significativas entre grupos que interagiam nos ambiente mediado por computador e aqueles em que ocorria a interação face-a-face.  Pelo contrário, para eles a CMC gera, qualitativa e quantitativamente, mais idéias que a comunicação face-a-face.

Considerações Finais

Considerando-se as vantagens e desvantagens da interação on-line, Rezabek (2000), sugere que a escolha entre a utilização de grupos focais on-line ou tradicionais deve ser precedida de uma análise cuidadosa dos motivos, barreiras, e efeitos que o uso da tecnologia pode acarretar.  Duarte (2007), também sugere que antes de se optar pela aplicação da técnica de grupo focal via Internet, alguns aspectos devam ser considerados, dentre eles, o estabelecimento de objetivos, a identificação das  características dos participantes, a obtenção de listas de potenciais participantes, o recrutamento e o desenvolvimento do roteiro das questões.  O moderador também deve ter consciência de que a condução de um grupo virtual requer habilidades diferentes daquelas em um grupo presencial.  É necessário que tanto o moderador quanto os participantes estejam familiarizados com a tecnologia que utilizarão para a intermediação.  No caso do moderador, esta familiarização deve ser ainda maior para que ele possa coordenar as discussões de maneira adequada, uma vez que dele serão exigidas tarefas simultâneas de receber, responder e monitorar as colocações dos participantes.

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