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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

Segundo Menegassi (1995), a leitura é um processo composto por quatro etapas: decodificação, compreensão, interpretação e retenção. É importante ressaltar que todas as etapas são interdependentes, pois sem decodificar, não é possível “mergulhar no texto e retirar a sua temática, suas idéias principais” (p. 87), e sem compreender não há como utilizar a capacidade crítica nem julgar o que se lê, muito menos armazenar as informações lidas. Nesse sentido, para que haja uma boa leitura, é necessário que se faça uma analogia do que está sendo lido com o que já se sabe sobre o assunto. A compreensão de textos é facilitada e melhorada, fortalecendo o conhecimento anteriormente retido. Trabalhar a pré-leitura é compartilhar o conhecimento externo ao texto e à escola.

É necessário, no entanto, que, antes de fazer a leitura propriamente dita, o professor explique de uma forma geral sobre o tema do texto; chame atenção do aluno para certos aspectos do texto, tais como: figuras, título, gênero textual...; incentive os alunos a falarem o que já sabem, por meio de questões que busquem informações à cerca da vida cotidiana (TAGLIEBER & PEREIRA, 1997). A escolha do texto é o passo inicial e é a partir dele que todas as atividades se desencadearão. Se o professor escolher um texto que seja compatível com as características dos alunos e que simultaneamente atente para as necessidades de aprendizagem, a possibilidade de atingir os resultados esperados nas atividades aumentará. Contudo, considerando que o professor é o condutor de todo esse processo, se não houver uma mediação adequada, ou seja, que siga critérios preestabelecidos teoricamente, não haverá texto que faça o aluno aprender o esperado. O texto é objeto, o professor é o manipulador do que pode ou não ser realizado com ele, já que é por meio da concepção que se tem de leitura que se conduz a prática pedagógica (atividades).

Para Taglieber & Pereira (1997), o trabalho com a pré-leitura pode ser feito com figuras ou slides; perguntas e respostas; questionamento recíproco ou modelo de Manzo; autoquestionamento. O que será evidenciado neste estudo é o trabalho  de pré-leitura que faz uso da primeira técnica: apresentação de gravuras/fotografias/slides que estejam relacionados como conteúdo que é apresentado no texto.

Esse tipo de trabalho deve ser feito seguindo a seguinte ordem: primeiro, o professor apresenta a gravura e deixa que os alunos as examinem; segundo, o professor lança uma pergunta que gerará uma discussão em relação ao que será abordado no texto, (o professor deve somente ouvir), após, seria interessante que o professor suscitasse que seus alunos fizessem previsões, hipóteses sobre o que será lido – essas hipóteses ajudam a dar uma finalidade para a leitura, e instigam o aluno a trazer o seu conhecimento de mundo  (SOLÉ, 1998) – em seguida, o professor distribui os textos para a leitura silenciosa e, finalmente, entrega perguntas escritas de compreensão sobre o texto (o que também pode ser feito oralmente). Independente de como seja feito,o aluno não pode ter como recorrer ao texto, pois isso descaracterizará a atividade de pré-leitura.

2.

Procedimentos didáticos no trabalho com a leitura

Diante da necessidade de analisar o trabalho com a leitura, contamos com a colaboração de uma professora de 2ª série do Ensino Fundamental, de uma escola privada da cidade de Maringá-PR, onde as observações, coleta e entrevistas foram realizadas – que aqui a identificaremos como Professora R – a qual se propôs a gravar uma entrevista expondo suas maiores dificuldades com o trabalho de leitura e de escrita, na perspectiva interacionista. Após a gravação, coletamos o roteiro da aula de Língua Portuguesa, que tinha como texto chave “Adivinha Adivinhão”, de Câmara Cascudo.

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