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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

                 Povo                                                     Referentes

                 Povo 1 ==================== > povo trabalhador

                 Povo 2 ==================== > povo pobre ou humilde

                 Povo 3 ==================== > povo brasileiro

                 Povo 4 ==================== > povo latino-americano

O processo de análise

Pêcheux (2006, p. 53-54), contribui significativamente com as noções teóricas a respeito da interpretação. Ele escreve que

toda descrição está intrinsecamente exposta ao equívoco da língua: todo enunciado é intrinsecamente suscetível de tornar-se outro, diferente de si mesmo, se deslocar discursivamente de seu sentido para derivar para um outro... é porque há o outro nas sociedades e na história, correspondente a esse outro próprio ao linguajeiro discursivo, que aí pode haver ligação, identificação ou transferência, isto é, existência de uma relação abrindo a possibilidade de interpretar.

Diante dessa citação, percebemos que um processo de interpretação pressupõe a análise crítica do que ouvimos, lemos e assistimos. Pêcheux quis dizer, com outras palavras, que todo discurso é interpretação. Muitas vezes, essa interpretação do interlocutor é diferente daquilo que o sujeito enunciador do discurso quis enunciar, daí o não controle do sentido. É nessa perspectiva que apresentamos uma sdr de cada um dos quatro recortes discursivos a seguir.

Recorte discursivo 1: povo trabalhador

O segundo ato marcante de 1º de maio, aqui, muitos de vocês participaram, sobretudo os que têm um pouco mais de idade, eu não pude participar porque estava preso, mas a minha família participou, a minha mulher e muitas mulheres que estão aqui participaram de um famoso 1º de Maio em que a polícia militar não queria permitir que houvesse nenhuma manifestação aqui. Terminou que o número de pessoas era muito maior do que o número de policiais e, ao invés da polícia cercar o povo, o povo cercou a polícia. E o general Braga, que estava de helicóptero, sobrevoando esta área, teve que admitir que tinha que bater em retirada e deixar o povo fazer o 1º de maio. E o povo não queria nada, a não ser fazer uma caminhada, dar a volta no Paço Municipal, entrar no Estádio da Vila Euclides, que tinha sido tomado pela polícia militar e pelo menos olhar a grama, que era o palco de tantas e tantas manifestações. (grifo nosso) (Fragmentos do Pronunciamento do Presidente Lula no dia 1º de maio de 2006, Missa de celebração em homenagem ao dia do Trabalhador, São Bernardo do Campo-SP)

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