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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

Adivinha, adivinhão!

Era uma vez um homem muito sabido mas infeliz nos negócios. Já estava ficando velho e continuava pobre como Jó. Pensou muito em melhorar sua vida e resolveu sair pelo mundo dizendo-se adivinhão. Dito e feito. Arranjou uma trouxa com a roupa e largou-se. Depois de muito andar chegou ao palácio de um rei e pediu licença para dormir. Quando estava ceando o rei lhe disse que o palácio estava cheio de ladrões astuciosos. Vai o homem e se oferece para descobrir tudo ficando um mês naquela beleza. O rei aceitou. No outro dia o homem passou do bom  e do melhor e não descobriu coisa nenhuma. Na hora de cear, quando o criado trazia o café, o adivinho exclamou, referindo-se ao dia que passara:

-

Um está visto!

O criado ficou branco de medo porque era justamente um dos larápios. No dia seguinte, veio outro criado ao anoitecer e o adivinhão repetiu:

-

O segundo está aqui!

O criado, também gatuno, empalideceu e atirou-se de joelhos, confessando tudo e dando o nome do terceiro cúmplice. Foram presos e o rei ficou satisfeito com as habilidades do adivinho.

Dias depois roubaram a coroa do rei e este prometeu uma riqueza a quem adivinhasse o ladrão. O adivinho reuniu todos os criados numa sala e cobriu um galo com uma toalha. Depois explicou que todos os criados passariam a mão.O adivinho, cada vez que alguém ia meter o braço debaixo da toalha, fazia umas piruetas e dizia alto “Adivinha, adivinhão a mão do ladrão!!!”

Todos acabaram de fazer o serviço e o adivinho mandou que mostrassem a palma da mão. Dois homens estavam com as mãos limpas e os demais sujos de fuligem.

-

Prendam estes dois que são os ladrões da coroa!

Os homens foram presos e eram eles mesmos. A coroa foi achada. O adivinho explicou a manobra. O galo estava coberto de tisna de panela, emporcalhando a mão de quem lhe tocava as costas. Os dois ladrões não quiseram arriscar a sorte e por isso fingiram que o faziam, ficando com as mãos limpas.

O rei deu muito dinheiro ao adivinhão e este voltou rico para sua terra.

Contos tradicionais do Brasil, de Luis da Câmara Cascudo. São Paulo, Global.

Na entrevista feita com a Professora, revelou-se que a maior dificuldade está no trabalho com a pré-leitura. Observe o fragmento:

Professora R: Eu fiz algumas anotações. Vou te perguntar ainda, por exemplo, é o trabalho de pré–leitura, que eu não estou conseguindo fazer o trabalho de pré–leitura para quando eu vou dar a explicação escrita eles conseguirem responder. Tá ficando assim uma explicação muito superficial.

Segundo a professora, o nó do trabalho está no fato de os alunos não conseguirem explicar na escrita o que foi depreendido sobre o texto pela discussão anterior à leitura. Então, recorremos ao roteiro da aula para procurar o problema, apresentaremos a seguir a ordem como foi encaminhado o trabalho com o texto (desde sua apresentação até as

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