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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

Uma análise comparativa entre os verbos ser/estar do português do Brasil

e o verbo to be do inglês

Renata Teixeira da Vitória15

Mestre em Lingüística – UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro

Docente substituta da UFS – Universidade Federal de Sergipe

Resumo: O presente artigo tem como principal objetivo verificar as semelhanças e diferenças existentes entre a Língua Inglesa e o Português do Brasil nas construções com os verbos ser/estar e to be. Para tanto, tomou-se como base a teoria funcionalista, tendo como apoio a gramática funcional de Halliday (1994). Com base nos processos relacionais de Halliday, foram analisadas sentenças tanto da Língua Inglesa como da Língua Portuguesa para a formação do corpus. Tais sentenças contêm verbos que se encaixam nos parâmetros dos processos intensivos nos modos atributivo e identificador. O objetivo foi verificar se os processos mencionados podem ser aplicados a ambas as línguas. Por fim, foi apresentada uma conclusão quanto à relevância da análise feita.

Palavras-chave: processos relacionais, verbo to be, verbos ‘ser/estar’.

Abstract: One of the main goals in this article is to verify the resemblances and differences between the English language and Brazilian Portuguese in the constructions with verbs ser/estar and to be, based on the functionalist theory. Based on Halliday’s (1994) relational processes, some sentences have been analyzed in both English and Portuguese so that the data could be formed. Such sentences contain verbs that appear according to the features of the intensive process in the attributive and identifying modes. The objective was to analyze whether the mentioned processes fit both languages. A conclusion has been presented in the end considering the relevance of what has been discussed so far.

Key words: relational processes, verb to be, verb ser/estar.

I. Introdução

De acordo com Neves (1997, 62) Halliday considera a gramática funcional como uma gramática “natural”, pois tudo nela pode ser explicado, tendo como objetivo, realmente, os usos da língua.

A partir daí a proposta deste trabalho é analisar, tomando como base a teoria funcionalista e tendo como apoio a gramática funcional de Halliday, as semelhanças e as diferenças nas construções com os verbos ser/estar e ‘to be’.

É muito comum, em português, nos depararmos com sentenças do tipo:  Ele é muito ocupado/Ele está muito ocupado.  Na primeira sentença notamos que ‘ocupado’ é

15 Renata Teixeira da Vitória, Graduada em Letras (Português/Inglês) e Mestre em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professora substituta de Língua e Fonética da Língua Inglesa da UFS – Universidade Federal de Sergipe.

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