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Revista Querubim – revista eletrônica de trabalhos científicos nas áreas de Letras, Ciências Humanas e Ciências Sociais – Ano 03 Nº 05 – 2007

ISSN 1809-3264

Antes de particípio passado descrevendo o resultado de uma ação

Ex.:  O restaurante está aberto

The restaurant is open

       A janela está fechada

The window is closed

Quando perguntamos a uma pessoa como ela está

Ex.:  Como você está?

How are you?

       Estou bem

I am fine

Com o “Present Continuous”

Ex.: Bárbara está dançando

Barbara is dancing

Serão discutidas as idéias de alguns teóricos, como Diller (in: Hester, 1970), a respeito de aquisição de segunda língua. Em seguida, algumas sentenças serão analisadas à luz dos processos relacionais de Halliday e será verificado se estes se aplicam à língua portuguesa. Há pouco ou nada registrado em português, por isso trata-se de uma análise inicial.

O corpus deste trabalho foi retirado de alguns estratos de fala encontrados nas revistas

II. Aquisição de segunda língua

Independente dos propósitos envolvidos existe um aspecto geral que é comum a todos os aprendizes: a tentativa de adquirir certas habilidades que, apesar de novas, são familiares.

De acordo com Diller (in: Hester, 1970), os seres humanos têm a capacidade de superar os mais difíceis obstáculos na aquisição de uma língua.  Crianças cegas, por exemplo, adquirem uma língua tão facilmente quanto aquelas que não possuem nenhum tipo de deficiência visual; crianças ouvintes, filhas de pais surdo-mudos podem adquirir uma língua oral sem que haja problema.  Entretanto, o teórico afirma ainda que o processo de aprendizagem de língua não é algo “mágico”, nem se dá de forma automática.  A mera exposição a uma determinada língua estrangeira, tanto no país onde tal língua é falada, quanto numa sala de aula, não garante que o indivíduo aprenderá aquela língua.  As línguas não serão aprendidas se não houver uma situação significativa de uso.  A aprendizagem só ocorrerá quando houver pessoas que falem aquela língua, e que respondam perguntas do tipo “o que é isto?”, “por quê?”, etc. a fim de que a comunicação seja estabelecida.

A crença mais difundida que gira em torno do aprendizado de línguas é que o adulto nunca será tão bom quanto a criança ao aprender uma língua estrangeira, e, ao contrário desta, terá que se esforçar bastante.  Wilder Penfield (apud Hester, 1971) levou esta idéia em consideração, usando como justificativa as mudanças que ocorrem no cérebro durante a adolescência.  O amadurecimento do cérebro, entretanto, não será uma desvantagem para o adulto.  Este pode raciocinar de forma mais efetiva se o compararmos com a criança, e isto permitirá que ele aprenda línguas estrangeiras mais rapidamente do que a criança.  Esta, possivelmente, terá melhor desempenho no que diz respeito à pronúncia, mas em vocabulário e gramática, o adulto conseguirá superá-la.  Muitos adultos, inclusive, mantêm sua própria identidade através da preservação de seu sotaque estrangeiro.

Segundo Flynn (1988), a aquisição de L2 pelos adultos envolve aprendizes que já atingiram maturidade, não só em relação à sua primeira língua, mas também maturidade cognitiva.

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