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a de Simon Blech no Municipal de São Paulo, em 11 de setembro de 1977, com Benito Maresca, Nina Carini, Paulo Fortes, Ruth Staerke e Edilson Costa, editada em CD pela Masterclass;

e a da apresentação na Ópera de Dorset, em 11 de agosto de 2000, com Fernando del Valle, Lisa Livingston, Michael Gluecksmann, Andréa Baker e Mikhail Milanov, sob a regência de Patrick Shelley – esse disco, produzido pelo Brazil 500 Festival e pela Funarte, para distribuição a bibliotecas e instituições educacionais, não foi comercializado.

20 - UM DRAMA DE VICTOR HUGO

Um mês antes do nascimento, em 10 de outubro de 1874, de Mario Antônio – que o casal Gomes perderá quatro anos depois – Antônio Carlos tinha começado a trabalhar num novo projeto. Se escolheu uma peça de Victor Hugo, foi porque sabia que esse autor ainda gozava de grande popularidade na Itália e seu teatro tinha rendido ao palco lírico o tema para melodramas de grande sucesso: Lucrezia Borgia (1833) de Donizetti; Il Giuramento (1837) de Mercadante; Maria Regina d’Inghilterra (1843) de Pacini; Ernani (1844) e Rigoletto (1851) de Verdi; Marion de Lorme (1865) de Pedrotti; Ruy Blas (1869) de Marchetti – e em 1876 a elas viria ajuntar-se a Gioconda de Ponchielli.

O drama selecionado foi Maria Tudor, estreado em 1833, de que havia duas traduções em italiano: a de Luigi Marchioni (1836) e a de Girolamo Benari (1841). Não era a primeira vez que essa história chegava ao palco lírico. Além da ópera de Pacini, Ghislanzoni tirara dela um libreto, em 1859, para Vladímir Níkititch Káshperov que, nessa época, residia em Florença. Mas o melodrama de Pacini datava de três décadas antes, e o do russo não fora bem-sucedido e estava esquecido. Não haveria problema algum em remanejar o libreto de Ghislanzoni sobre as intrigas amorosas tecidas por Hugo em torno da filha de Henrique VIII e da espanhola Catarina de Aragão.

Prometida em casamento a Carlos V, do Sacro Império, Maria Tudor – coroada em 1553, após a morte de seu meio-irmão Eduardo VI –, acabou casando-se com o filho do imperador, o futuro Felipe II, onze anos mais novo do que ela. Essa união foi mal aceita pela nobreza anglicana, que se rebelou. A reação da soberana foi restaurar o Catolicismo e mover aos anglicanos perseguição implacável, que a fez passar à História com o nome de Bloody Mary – “Maria, a Sanguinária”. A queda de sua popularidade, agravada

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