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O selo pirata UORC tinha de Maria Tudor a integral de 1958, no Municipal do Rio, com Irmgard Mueller, Assis Pacheco, Lourival Braga e Newton Paiva/ Santiago Guerra.

Na coleção Masterclass, está incluída a do Municipal de São Paulo em 1978, com Mabel Veleris, Eduardo Álvares, Adrianna Cantelli, Fernando Teixeira e Wilson Carrara/ Mario Perusso.

Mas o melhor registro, em vídeo e CD, é o da São Paulo ImagemData/Sudameris, realizado na Bulgária em novembro de 1998. É absolutamente integral; tem excelente regência de Luiz Fernando Malheiro; e excepcional interpretações da brasileira Eliane Coelho – estrela do elenco estável da Ópera de Viena – e da meio-soprano búlgara Elena Tchavdárova-Issa, razoavelmente secundadas pelo tenor Kostadín Andrêiev e pelo barítono Franco Pomponi.

26 - A VILLA BRASILIS

O conjunto de dissabores pessoais e profissionais vivido por Carlos Gomes nessa fase convenceu-o a aceitar o convite que lhe fora feito, em 1880, por um grupo de personalidades baianas encabeçadas pelo comendador Theodoro Teixeira Gomes, de vir ao Brasil para a encenação do Guarany, do Salvator Rosa e da Fosca. Recebido “como um rei” em Salvador, retribuiu com um hino para coro e orquestra, em homenagem ao tricentenário de morte de Luís de Camões, executado simultaneamente, em 10 de junho, no Teatro São João, de Salvador, e no D. Pedro II, do Rio. Acolhida tão boa lhe foi dada em  São Paulo e Rio, que Antônio Carlos se entusiasmou a fazer, entre 1880 e 1889, diversas outras viagens entre a Itália e seu país. O fracasso da Maria Tudor não o fizera desanimar, como o atesta uma carta a Giraldoni, uma semana após essa estréia malfadada, em que se declara disposto a estrear logo uma nova ópera. Mas as dificuldades estavam longe de terminar.  

No fim de 1879, antes de partir para o Brasil, Carlos Gomes comprara em Maggianico um terreno de dez mil metros quadrados, encarregando o engenheiro Bolla, de Lecco, de construir uma casa, a Villa Brasilia, onde levaria por breve tempo vida principesca. Em “Carlos Gomes: Projeção no Exterior”3, conta Luiz Heitor:

“Ali, tudo o que podia evocar o Brasil se achava presente: objetos, plantas, animais. A opulenta Villa (...) guardava sempre, hasteado no terraço, o pavilhão nacional, e tinha, no parque, bambual, sagüis em liberdade, viveiros de papagaios e araras. No interior, as

3  Ensaio recolhido em Carlos Gomes: uma Obra em Foco.

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