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Esse material poderá revelar muito sobre os processos criadores do compositor quando for pesquisado e editado.

Ninon de Lenclos, de autor desconhecido, de que não há nem libreto nem música. Atribui-se o texto ora a Paravicini, ora a Ghislanzoni ou D’Ormeville. Em suas reminiscências do compositor, de quem foi amigo, o violista Vincenzo Cernicchiaro afirma que ela foi iniciada em 1876. E Nello Vetro diz que há referência a ela numa carta de julho de 1879 à Ricordi, depois da Maria Tudor. Provavelmente a história é a mesma da comédia Ninon Lenclos, com texto e música de Antônio e Gaetano Cipollini, encenada no Lírico Internacional de Milão, em 1895. Como o libretista freqüentava a taberna de Davide em Lecco, não é impossível que a idéia lhe tenha sido repassada por Antônio Carlos.

– o já referido Il Cantico degli Cantici (1894), “esboço em um ato” de Felice Cavalotti. É obra irreverente, pesadamente anticlerical, envolvendo a paixão do seminarista Antônio por Pia, a filha do militar aposentado coronel Soranzo. Góes reproduz o documento em que Cavalotti deu a Gomes a autorização para usar o texto. Mas nenhuma música foi encontrada.

Il Cavaliere Bizzarro (1889), de Domenico Crisafulli, passado na Espanha em 1350; sem música.

O Gênio do Oriente (1895), de autor desconhecido, que lhe teria sido encomendado pela família real portuguesa, “para louvar os feitos lusitanos nas descobertas dos novos mundos”; sem música.

Oldrada ou Zema (1884?), de Ghislanzoni; sem música.

Palma, de Angelo Zanardini, com entrecho oriental passado em Bagdá. Por esse libreto, numa carta de 7 de novembro de 1879 a Giulio Ricordi, o compositor chegou a demonstrar grande entusiasmo, dizendo que, com essa ópera, sonhava “ganhar a palma da vitória”. Mas não se encontrou música escrita para ela.

Gli Zingari, de Ghislanzoni, outro libreto que ficou muito tempo em mãos de Antônio Carlos. Em carta de 8 de abril de 1895, Ponchielli lhe perguntava se tinha renunciado a ele e, em caso afirmativo, se poderia cedê-lo.

Eros, de Alfonso Mandelli, e Bianca di Santa Flora, de Ghislanzoni, sobre os quais não há muita informação.

Ghislanzoni, um dos melhores amigos de Carlos Gomes, que sempre esteve a seu lado nos momentos piores, inclusive emprestando-lhe rios de dinheiro, nunca se recusou a continuar escrevendo libretos para ele, mesmo quando se irritava por não serem levados

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