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SINTAGMAS

Estimado(a) Aluno(a),

Muita gente costuma pensar que estudar português é estudar análise sintática. E como o estudo da análise sintática na escola é desvinculado do uso real da língua e apresentado como uma verdadeira charada a ser decifrada pelo aluno, é natural uma certa rejeição quanto ao estudo da nossa língua. Mesmo os alunos dos cursos de letras de nossas universidades vêem no estudo da sintaxe um verdadeiro "bicho papão" e insistem em desvendar os seus segredos como o principal objetivo de estudar português.

Neste tema e nos seguintes (Sintagma verbal, Coordenação e Subordinação), vamos trabalhar alguns aspectos da sintaxe da língua portuguesa, do ponto de vista produtivo — quanto maior o conhecimento e o domínio das estruturas frasais do português, mais eficiente será o desempenho oral e escrito do aluno.

A fonologia, a morfologia, a sintaxe e a semântica constituem o estudo da estrutura interna de uma língua — aquilo que a distingue das outras línguas do mundo — e que não é resultado diretamente de condições da vida social ou do conhecimento do mundo. Já o léxico se distingue da gramática propriamente dita: nele estão colocadas as informações que não se reduzem a regras gerais. Temos que pensar também no aspecto pragmático da linguagem, que, diferentemente do aspecto sintático (propriedades formais das construções lingüísticas) e do aspecto semântico (relação entre as unidades lingüísticas e o mundo), se relaciona à situação concreta de uso e à influência do contexto na interação falante-ouvinte (motivações psicológicas do falante, reações dos ouvintes ou leitores).

Para um ensino produtivo da língua e da literatura, nas atividades de leitura, compreensão e produção de textos, consideramos essencial que o estudante perceba que:

existe uma hierarquia na estrutura da oração, isto é, a oração apresenta constituintes e estes contêm outros constituintes;

cada constituinte oracional apresenta uma estrutura interna própria;

os constituintes da oração têm comportamento sintático variado, apresentando relações de ordem, de concordância e de regência;

a partir de estruturas sintáticas simples (núcleo + elementos adjacentes), é possível produzir estruturas mais complexas, com base em processos de ampliação.

1. A classe dos sintagmas

Sintagma é uma unidade formada por uma ou várias palavras que, juntas, desempenham uma função na frase.

A combinação das palavras para formarem as frases não é aleatória: precisamos obedecer a determinados princípios da língua. As palavras combinam-se em conjuntos, em torno de um núcleo. E é esse conjunto (o sintagma) que vai desempenhar uma função no conjunto maior, que é a frase. Exemplos:

O turista

viajou.

O jovem turista estrangeiro

viajou.

Aquele jovem turista

viajou.

Nenhum turista

viajou de trem.

O turista estrangeiro

viajou de trem para São Paulo.

O turista estrangeiro

viajou de trem para São Paulo ontem.

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