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Sintagmas — Professora Ana Vellasco

os grãos de areia se movimentam constantemente

porque são impulsionados pelas ondas do mar

causa

água mole em pedra dura tanto bate

até que fura

conseqüência

Texto 7

As três mortes das estrelas

As estrelas parecem ser eternas mas não são. Elas nascem, vivem e morrem. Até mesmo o Sol, que é uma estrela ( e não das maiores), um dia também vai acabar. Um dia, daqui a dez milhões de anos ...

Com telescópios poderosos e a ajuda de observatórios espaciais, os astrônomos conseguem ver as transformações das estrelas. E descobriram, entre outras coisas, que, quando olhamos para o céu, uma parte das estrelas que vemos já morreram há muito tempo. A sua distância de nós era tão grande que, quando a luz que emitiram chega até aqui, elas mesmas já não existem.

As estrelas 'nascem', ou seja, formam-se quando uma enorme nuvem de gás começa a se concentrar, ficando cada vez menor e mais quente. As partes mais externas da nuvem começam, então, a cair em direção ao centro. Esse 'nascimento' pode levar um milhão de anos, o que não é muito tempo quando se fala em estrelas.

Depois disso, a parte interna da nuvem fica tão quente que se transforma num enorme reator nuclear, uma verdadeira fábrica de luz, composta principalmente de hidrogênio, responsável pela produção de energia.

Começa aí a parte mais longa da vida da estrela. É um período que pode durar muitos bilhões de anos. Depois desse tempo, o combustível acaba e a estrela começa a 'morrer'. Ela ainda pode usar outros combustíveis, como o hélio, aquele gás que faz os balões ficarem bem leves. Mas isso só aumenta um pouquinho a vida das estrelas.

As estrelas não 'morrem' todas do mesmo jeito, nem a duração da 'vida' é a mesma para todas elas. As maiores e mais pesadas gastam mais rapidamente seu combustível e por isso duram muito menos, apenas alguns milhões de anos. 'Desligado o reator' ( quando acaba o hidrogênio), a estrela não consegue suportar mais o peso das camadas que estão perto do centro. Essas camadas começam a desabar sobre o centro, aumentando a temperatura e empurrando para fora as camadas externas da estrela, que fica inchada e menos quente na superfície.

Se a estrela for das mais 'magrinhas', como o Sol, ela começa a tremer, até expulsar de uma só vez a sua camada externa, que se espalha pelo espaço. A parte interna vai ficando cada vez menor e mais fria, virando uma espécie de cinza de estrelas.

Se a estrela for mais 'gordinha', oito vezes mais pesada que o Sol, sua morte é mais violenta e espetacular. Ela também começa a tremer, mas a matéria é tanta que a queda sobre o núcleo é muito violenta. A estrela pode até acabar explodindo, formando uma supernova.

Se a estrela for muito maior, trinta vezes mais pesada que o Sol, quando acaba o combustível as partes externas caem sobre o núcleo de uma forma violentíssima. A atração é tão grande, que nada consegue escapar, nem mesmo a luz. Como a luz não

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