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Sintagmas — Professora Ana Vellasco

Como são formados os sintagmas?

Há mais de um tipo de sintagma ou apenas um?

Todas as classes podem formar sintagmas?

As três perguntas acima estão intimamente relacionadas, por exemplo, se alguém pergunta: "Como são formados os sintagmas?" - a resposta provavelmente será: - Depende do tipo de sintagma. Daí concluímos que há mais de um tipo. Ou então, se a pergunta é: "Todas as classes podem formar sintagmas?" - responderíamos que as classes de vocábulos entram na formação dos sintagmas, mas a participação não é igual; há classes que são núcleo, outras determinantes, outras modificadores, depende do tipo... e assim por diante.

Por tudo o que foi dito até agora, é possível afirmar que:

podemos reconhecer a classe dos sintagmas;

há procedimentos para provar a sua existência;

há mais de um tipo de sintagma;

os vocábulos se unem para formar sintagmas;

os sintagmas formam a oração.

Convém lembrar que a natureza do sintagma depende do seu núcleo. Assim, temos, em português, duas classes de sintagmas: o sintagma nominal (SN) — que tem o nome como núcleo — e o sintagma verbal (SV) — que tem o verbo como núcleo. Funcionando como modificador de um ou de outro, temos o sintagma preposicionado.

2. O sintagma nominal

As reflexões feitas até agora nos levam a afirmar, com Koch e Silva (1986), que o sintagma consiste num conjunto de elementos que constituem uma unidade significativa dentro da oração e que mantêm entre si relações de dependência e de ordem. Organizam-se em torno de um elemento fundamental, denominado núcleo, que pode, por si só, constituir o sintagma.

A natureza do sintagma depende do seu núcleo. Neste texto trataremos mais especificamente do sintagma nominal (SN), cujo núcleo é um nome, considerando seus constituintes.

Ao abordar a noção de classe, Perini (1985) observa:

"Admite-se sempre a necessidade de classificar as palavras, e a doutrina fornece nomes para essas classes ("verbos", "advérbios", "pronomes" etc). Além dessas classes, existem outras, que não são explicitamente reconhecidas como tais, mas que também recebem nomes: termos como "oração", "frase", "oração subordinada" se referem na verdade a classes de formas, ou a suas subclasses. E, como quaisquer outras classes, podem ser definidas pela sua distribuição sintática, sua estrutura interna, ou ( com as limitações que conhecemos) suas propriedades semânticas. No entanto, nem todas as classes são explicitadas. Vejamos o caso de uma classe extremamente freqüente e importante, mas que não é em geral reconhecida pela gramática tradicional (salvo em raríssimas exceções): a dos sintagmas nominais".

Em seguida mostra que, mesmo apresentando grandes diferenças estruturais, elementos como:

substantivo próprio: Júlio, Maria, Joaquim Santos, Brasil, França, África

artigo + substantivo próprio: o Lula, a Petrobrás, o Brasil

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