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3. HOMOSSEXUAIS SÃO ATROPELADOS NO RIO - page 16 / 47

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provasse a extorsão, impossível estava só e eles libertaram os bandidos antes. Por celular conversei com o capitão Edson que foi muito educado também e disse que três e maior que um, estava só e que passei por pressões psicológicas. Informo ainda que estou encaminhando e-mail para o secretario de segurança publica Sr. Ivanildo Alves e secretaria de estado e proteção social Sr. Manuel Satinho ((nomes obtidos com uma pessoa que não pode se identificar, não sei se e correto os nomes e cargos)).E também para a gmagazine. Agradeço a atenção. [Fonte: Luiz Mott, www.luizmott.cjb.net,  www.ggb.org.br, 5/2/2004]

12. PREFEITO DE ITU É HOMOFOBICO

Somos estudantes, preocupados com a cidadania e preconceitos. Por isso achamos necessário enviar esta mensagem para que vocês saibam o que acontece aqui em Itu. Acontece que o nosso prefeito é um cara que “não existe”. Arranja confusão com todo mundo e pior, gosta de discriminar quem se mostra contrário às suas posições. Veja a última dele. Tem um Programa de TV local, cujo apresentador que também é responsável  pelo clube de futebol da cidade, que trouxe em matéria uma moradora reclamando do mato perto da sua casa, utilizando-se da linguagem popular dizendo: “ Lá tem cobra, jacaré e quem sabe até onça.” Ao tomar conhecimento da matéria, o prefeito ao invés de ouvir a moradora na sua queixa, convocou uma entrevista coletiva  e pasmem, ligou para os bombeiros diante de dezenas de integrantes da imprensa para pedir que os mesmos fossem ao referido bairro caçar “viados” ­ “ alces” e “bambis” , para depois envia-los para Campinas ( localidade estigmatizada por esta onda de preconceito contra as minorias). Bem, somando isso ao fato de que ele mantém um jornal só para fazer piadas contra um outro político a quem ele desrespeita diariamente com expressões do tipo “Samantha”- “o tal que vai pintar a prefeitura cor-de-rosa” - “Boneca deslumbrada”; colocaram Itu em pé de guerra, e os moradores do local mencionado,  numa justa indignação contra mais este ato injustificável do seu prefeito, que deixa de cumprir suas obrigações para fazer piadas sem graça na televisão, jornais e rádios, dificultando ainda mais a vida das pessoas, independentemente de suas opções políticas, religiosas ou sexual. É uma pena. Por isso nosso protesto. Obrigado. [Fonte: Arquivo GGB, 30/1/2004]

13. PARLAMENTARES CRITICAM DESTINAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS À PASSEATA GAY

O deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) condenou o apoio oficial às passeatas gay realizadas nos últimos dias em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Segundo o parlamentar, esses eventos não têm qualquer expressão cultural, pois, na sua opinião, são um “modismo execrável importado”. Severino considerou inaceitável que os Ministérios da Cultura tenham destinado ajuda às  passeatas no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.” Não podemos aceitar que os parcos recursos públicos - que inexistem para financiar os verdadeiros projetos culturais e de saúde – sejam utilizados para fomentar e incentivar comportamentos que contrariam valores que são caros à  grande maioria do povo brasileiro”, salientou. Embora ressalvando que as minorias devem merecer todo o respeito da sociedade, Severino Cavalcante afirmou que elas não podem, contudo, procurar impor seus comportamentos à maioria. Elimar Máximo Damasceno (Prona-SP) repudiou o  investimento público de R$ 503 mil na Parada Gay de São Paulo,realizada no último dia 13. Ele lembrou que, no ano passado, a entidade promotora do evento já “usurpara” do contribuinte R$ 441 mil e que, em 2004, o governo federal também repassou R$ 43 mil do Fundo Nacional de Cultura para a mesma manifestação em Salvador. Na avaliação do parlamentar, o movimento, de origem internacional, tem o objetivo de desestruturar a família e promover a inversão de valores morais, éticos, cívicos, humanos e espirituais. “Aceitamos o homossexual como pessoa, mas jamais aceitaremos a propaganda desenfreada do homossexualismo”, disse. Requerimento Pastor Frankembergen (PTB-RR) também manifestou sua indignação. [Fonte: Erick Vonhoffmann <erickvonhoffmann@yahoo.com.br e luizmott@ufba.br, 22/4/2004]

14. ASSEMBLÉIA NEGA TÍTULO DE CIDADÃO A LUIZ MOTT

A Assembléia Legislativa da Bahia, que quase nunca vota projetos de lei e autoria de deputados, mas sempre aprova a concessão de títulos de cidadania e o reconhecimento de entidades como de utilidade pública, inovou ontem para pior. Rejeitou, em votação secreta, a outorga do título de cidadão baiano para o fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), o antropólogo e escritor paulista Luiz Mott. “É uma lástima, o cúmulo da discriminação”, disse a deputada Moema Gramacho (PT), autora do projeto. “Não ando dando títulos de cidadão a pessoas que julgo não terem méritos. Os únicos que pedi até hoje foram para Lula, Ana Montenegro (militante da luta pelos direitos humanos) e para dom Hélder Câmara, pós-mortem”, observou, afirmando que vai entrar com uma ação civil pública contra a Assembléia “pelo caráter discriminatório da decisão”. Na mesma sessão, foram aprovados títulos de cidadania para o jornalista João Paulo da Costa (secretário de Comunicação do governo estadual), o monsenhor Hermenegildo de Castorano e o engenheiro Fernando dos Santos Plaza. Os dois primeiros tiveram a unanimidade dos 35 deputados presentes. O terceiro teve 34 votos a favor e um em branco. Com Mott, a votação foi de 17 votos a favor, 17 contra e uma abstenção. Para a aprovação, ele precisava ter maioria.

ACORDO - Mott, conhecido por sua militância política a favor dos homossexuais, é autor de 15 livros e vários ensaios, mestre em Etnologia pela Universidade de Sorbonne (Paris), doutor em Antropologia pela Unicamp (São Paulo), comendador da Ordem Rio Branco, vencedor do Prêmio Nacional de Direitos Humanos em 2002, integrante do Conselho Nacional do Combate à Discriminação e titular do Departamento de Antropologia da Ufba. Ele já recebeu o título de cidadão de Salvador, concedido pela Câmara de Vereadores. Ele tem histórico de serviços prestados. A homenagem não era a pessoa dele e sim a uma trajetória de luta. E parte dos nossos deputados, por puro preconceito, ou machismo exacerbado, preferiu olhar apenas a opção sexual. É inacreditável – reclamou Moema. A deputada

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