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3. HOMOSSEXUAIS SÃO ATROPELADOS NO RIO - page 28 / 47

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Vila Itapura e o constrangimento e insegurança no Bairro do Bosque. Nesse caos todo, um arauto do reino anuncia que dinheiro público será gasto na confecção de carteirinhas para travecos. Paciência, caros leitores, se não “der zica”, falta pouco. [Fonte: Beto de Jesus, (011) 9757-4093, e Paulo Reis, eduardojoanadarc@ig.com.br, 5/6/2004]

6. HOMOFOBIA E HUMILHAÇÃO NO GALA GAY

A Rede TV transmitiu ontem, ao vivo, o GALA GAY DO SCALA no Rio de Janeiro. Fiquei impressionado pela beleza da festa que lastimavelmente teve como sua apresentadora principal a Sra. Monique Evans. Esta senhora demonstrou seu total despreparo para apresentar um evento desta envergadura. Ridicularizando as travestis, insistindo em mostrar os siliconizadas como algo ridículo e sub-humano. Culminando com uma entrada no banheiro feminino e indagando das travestis se estava fazendo "côcô ou xixi", criando um constrangimento generalizado, quando foi convidada pelo gerente da casa a se retirar do local, perdeu a composturas e disse que iria embora do Gala Gay pois o mesmo não a deixava trabalhar. Limitava-se a fazer propaganda continua de uma pílula masculina. E a todo o momento de forma baixa apresentava os dotes sexuais dos gays presentes ridicularizando-os de forma vergonhosa. LEO ÁQUILA, que intercalava a apresentação com a inculta, ao contrário da Sra. Evans, apresentava entrevistas inteligentes e respeitosas, mostrando a curiosidade de nosso povo GLBT, corrigindo as que usavam termos incorretos politicamente e sempre lembrando aos GLBTs presentes a necessidade do uso da camisinha. Quando brincava com alguém que tinha uma bolsa mais vistosa, perguntava se lá tinha uma camisinha, e mostrava para a câmera. Preocupado em apresentar as fantasias, quando indagava a alguma travesti sobre sua orientação, e seu sexo, sempre o fazia com glamour e respeito. Os entrevistados preocupados em dar um adeusinho para os parentes na TV, se sujeitavam a humilhação provocada pela Sra. Evans, o que é muito triste. Isto vem reforçar meu pensamento que devemos insistir enquanto movimento em procurar conversar muito com os travestis, desenvolvendo nestes cidadãos o sentimento de orgulho. Muitos dos entrevistados que tinham mais conhecimento respondiam sua interlocutora com uma resposta mais esclarecedora. Uma delas assumiu publicamente que vivia da prostituição para espanto da Sra. Evans que não soube o que dizer.

Fica difícil construir uma imagem positiva socialmente, enquanto permitimos "em nome da fama", pessoas que não conhecem nada de nossa cultura nos entrevistando, principalmente em uma festa de relevância que é o Gala Gay. Ao final da transmissão a Sra. Evans provocada por um de seus entrevistados, começou a repetir que aquele era um programa de sexo. Para jornalistas e entrevistadores ignorantes de nossa cultura GLBT, não somos nada mais que isto: SEXO! Perdemos mais uma vez. A beleza do evento, a riqueza de nosso povo, e o avanço contra o preconceito. Eu estando ainda dentro do armário ficaria apavorado de sair e ser comparado com os personagens que bailam na cabeça da Sra. Evans. Habituado com nosso povo, muitas vezes me senti incomodado, imaginem nosso pais, amigos e patrões se verem aquilo. Triste, muito triste. APLAUDO DE PÉ, reforço aqui nosso grande artista LEO ÁQUILA, que a meu ver poderia no futuro ser o único entrevistador de uma transmissão deste gênero. Ele é milhões de vezes melhor que a famosa modelo, que a meu ver não passa disso. [Fonte:  www.beagay.com, 26/2/2004]

7. PIADAS HOMOFOBICAS EM SÃO PAULO

Sou professor de ensino médio do estado de São Paulo, e sendo um gay assumido já estou acostumado às piadinhas e outras tiradas dos estudantes, as quais procuro responder sempre com bom humor, enfatizando o respeito à diversidade como forma de vivermos melhor em sociedade.

Entretanto, acho muito difícil fazer com que as pessoas aceitem conviver com homossexuais, como convivem com qualquer outra pessoa, quando a mídia prima por pintar uma imagem sempre caricata e estereotipada de gays, fazendo com que as pessoas associem esta imagem imediatamente assim que ouvem a palavra 'homossexual'.

Conhecendo a História do Brasil, notamos que nossa sociedade nunca teve leis civis explícitas contra a homossexualidade, como acontece em países anglo-saxões, por exemplo. Porém, a cultura homofóbica nacional, que se traduz principalmente numa forma de escárnio do gay, desempenha talvez um papel muito mais feroz na repressão ao "diferente". Desde a adolescência, nunca me deixaram esquecer de minha condição, pois havia sempre um "normal" para me lembrar desdenhosamente daquilo que eu sou.

Já convivi por um bom tempo com o apelido de 'Cuecão de Couro', 'Pitbicha', etc. Ultimamente, a RÁDIO MIX, associada do grupo JOVEM PAN, lançou um novo personagem gay, interpretado pelo comediante FELIPE XAVIER: 'O Incrível Rosca'- uma caricatura de um gay enrustido que se transforma em uma bicha louca ao ouvir alguma menção a sexo.

O problema que estou enfrentando é que um grupo de estudantes estão utilizando este personagem como uma forma de agressão extrema contra mim. Gostaria de saber que providências legais poderia tomar. Já fiz reunião com pais e avisei a direção, porém de nada adiantou. Meu sentimento é que o senhor Felipe Xavier deveria responder diretamente por isso, pois pisa em cima de muitos brasileiros que, trabalhando honestamente, são atacados por sua forma de amar tão somente. [Fonte: Marcel Barbin, 29/9/2004]

8. MOVIMENTO HOMOSSEXUAL PROTESTA CONTRA DIDI DOS TRAPALHÕES

Devido às freqüentes piadinhas contra gays e gestos ridicularizando os homossexuais, representantes do movimento homossexual exigem que o cômico Renato Aragão seja advertido pela UNICEF para evitar “o racismo anti-homossexual” em seu programa dominical A Turma do Didi da Rede Globo. Ou então, seja caçado seu título de “Embaixador da UNICEF”. Esta não é a primeira vez que o movimento homossexual brasileiro protesta contra a postura anti-homossexual de Renato Aragão em seu programa de televisão. “É absurdo e inaceitável que um

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