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3. HOMOSSEXUAIS SÃO ATROPELADOS NO RIO - page 29 / 47

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artista propague tanto preconceito anti-homossexual num programa infantil da principal rede de televisão do Brasil, e continue a ser Embaixador da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância”, diz Marcelo Cerqueira, Presidente do Grupo Gay da Bahia e Secretário de Comunicação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros. De fato, muitos esquetes do programa A Turma do Didi repetem o estereótipo preconceituoso do gay hiper-efeminado, covarde ridículo. Modelo que reforça a homofobia, a intolerância à homossexualidade, criando na mente das crianças e adolescentes aversão e hostilidade aos gays. Eis alguns exemplos veiculados em seus programas em 2004: numa oficina de teatro, o aluno Didi ridiculariza o professor por seus gestos efeminados; numa aula de balé, o mesmo instrutor desmunhecado é alvo de zombaria, e Didi insinua que os alunos iam “pegar o jeitinho” do mestre. "Preconceito é nada engraçado. Didi tem feito brincadeiras que humilham e inferiorizam  minorias como os homossexuais. Isso sem contar que é um péssimo exemplo  para as crianças, que passam a agir como ele. Num momento em que lutamos pelo fim do preconceito, é inaceitável que programas como esse perpetuem idéias ofensivas. Não vejo a hora de alguma ONG agir", diz o aluno de jornalismo, Rafael Pena, que alertou a redação do site ParouTudo.com, portal GLS de Brasília, sobre tais abusos. A partir desta denúncia, na época, o tema “homofobia em programas infantis na TV” foi debatido tanto na Universidade de Brasília como no Centro Universitário de Brasília. As cenas de homofobia explícita são freqüentes. Num quadro recheado de referências preconceituosas aos gays, num quartel, Didi provocou um colega chamando-o de "boiola", fez trocadilhos com o número 24 e arrematou dizendo que achava que o capitão "puxava trenó". Na Turma do Didi do  ultimo domingo, quatro homens das cavernas representam diferentes “animais perigosos”. O ultimo era um veado, que Didi exagera nos estereótipos ridículos, rebolando e saltitando, e arremata: “Este bicho é muito perigoso!” enquanto dos demais artistas escorraçam e espancam o animal símbolo do homossexual.  “Muito bem, crianças, o que vocês aprenderam hoje?”, pergunta Deco Ribeiro, presidente do Grupo E-jovem de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados, sediado em Campinas, com sucursais em Florianópolis, Rio de janeiro e São Paulo, e que divulgou nas listas GLS seu protesto contra este último programa. “Mais uma lição de homofobia!” conclui o antropólogo Luiz Mott, decano do movimento homossexual brasileiro. “Espancar e matar homossexual - “bicho perigoso” segundo Didi é uma calamidade nacional: a cada dia um gay é barbaramente assassinado, vitima da homofobia. O Brasil é o campeão mundial de crimes homofóbicos. E a UNICEF tem de interferir para que seu embaixador que arrecada tantos milhões para projetos beneficentes para a infância e adolescência, com o projeto Criança Esperança, pare definitivamente de estimular o preconceito e violência contra os homossexuais!” A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros prepara ação de denúncia de discriminação por orientação sexual contra Didi e a Rede Globo. [Fonte: Luiz Mott, Arquivo GGB, 05/07/2004]

9. PIADAS HOMOFOBICAS NA INTERNET

Está circulando na internet um e-mail intitulado “Detector de gays”. Este e-mail de conteúdo extremamente homofóbico viola os direitos humanos do segmento gay. E-mails desta natureza e piadas discriminatórias não são algo inocente, mas apresentam conteúdos ideológicos de opressão e violência. Segue abaixo um texto da assistente social Andréa Lima, em nome do DIVAS ­ Instituto em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual, que nos convida à reflexão sobre a homofobia e suas práticas correlatas. [Fonte: Marylucia Mesquita, DIVAS, divasmary@uol.com.br, 14/9/2004]

10. IMPRENSA DISCRIMINA HOMOSEXUAIS EM VITÓRIA

Mais uma vez em Vitória, no Espírito Santo, (lugar que curiosamente não tem um único grupo de gay de defensoria) a mídia local ataca com furor homossexuais. Agora 'a pouco no noticiário local da tv de maior audiência da região um padre declara em entrevista que os homossexuais necessitam de tratamento psiquiátrico. Alguns meses atrás foram o jornal de maior circulação comentando a também declaração de membros do vaticano de que não temos direitos civis porque não temos função social.

Eu não me queixo daquilo que é tão simplesmente narrado como notícia, mas me incomodam as subjetividades nas matérias como são apresentadas; e da ausência de um senso crítico, um posicionamento honesto a favor dos direitos humanos, por parte desses jornalistas. Essas são notícias transmitidas para milhões de cidadãos deseducados de forma acrítica e irresponsável sempre a favor da famosa "imparcialidade jornalística" e em detrimento do que possa ser tido como humanamente razoável. Contra a fúria, no dia a dia muitos de nós nos humilhamos em público, nos ridicularizamos em diversas situações para amenizar o medo, a fobia, que parecem ter contra nós. Nós também nos escondemos.Em Vitória do Espírito Santo não há um único grupo gay de direitos humanos. Com esta eu me despido de vocês. [Fonte: Celso Galveas, taramasalata2@yahoo.com.br, Vitória/ES, 2/2/2004]

11. ARTIGO É HOMOFOBICO

Complexo de Regina Duarte

Tantas Wilson fez que me pôs medo desse Alexandre. Acordei em sobressaltos hoje pela manhã, a imaginar o que seria de uma administração petista em nossa capital. Suei o frescor dos temerosos. Vi, numa espécie de pesadelo às claras, o Alexandre trazendo pelo braço Fernandinho Beira-Mar, no dia de sua posse, e entregando a nós a encomenda indigesta. Pois, a ser verdade o que se anda espalhando, a se confirmar tudo o que a tucanalha vocifera, teremos o mais nefasto e autoritário dos prefeitos em 1º de janeiro, caso o PT vença o pleito que se avizinha. E seremos obrigados, dia após dia, a viver à sombra do traficante carioca, que aqui estará ciceroneado

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