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3. HOMOSSEXUAIS SÃO ATROPELADOS NO RIO - page 35 / 47

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las: "sou skinhead e não gosto de homossexuais". Após a agressão, o acusado ainda teria dito antes de fugir: "não tenho medo de policia, fui eu quem matou os mendigos lá do centro".

As duas foram atendidas no pronto-socorro do Ipiranga. A polícia deverá investigar o caso. A atuação de skinheads nas mortes dos sem-teto é uma das suspeitas da polícia, que considera também como possível causa das mortes um conflito entre os moradores de rua, a atuação do tráfico de drogas e mesmo a ação de comerciantes incomodados com a presença dos mendigos na região. [Fonte: Newsletter e O Globo-http://oglobo.globo.com/online/plantao/145566822.asp, 24/8/2004]

11. HOMOFOBIA EM REPUBLICA DE ESTUDANTES EM  MINAS

Um rapaz que foi expulso, inclusive com violência física, de uma "república" (casa de estudantes, que são propriedade da Universidade Federal de Ouro Preto, portanto, são patrimônios públicos). Em tempos atrás, o Victor que era desta lista GLS relatou episódio semelhante. Ainda não tenho detalhes ou nomes. [Fonte: Lula, http://www.glssite.net/turismo/rosanasell.html, Ouro Preto/Mg, 14/4/2004]  

12. PADARIA DISCRIMINA GAYS EM CURITBA

Na sexta feira de carnaval dia 20/02, após sairmos do época, num grupo de 7 pessoas (estava presente a Brigitte inclusive) fomos naquela panificadora 24 horas na esquina das ruas Vicente Machado com Visconte de Nacar (uma quadra pra cima da rua 24 horas). Sempre passávamos lá quando saímos do época ou cats com fome ou quando aÍ está amanhecendo, porém dessa vez, sentei do lado de meu namorado e demos alguns beijos (selinho pra ser mais explicito), nisso chega um homem que deduzo ser o dono ou gerente do local e fala de forma extremamente grosseira que aquilo é um local de respeito e não admite que homens entrem lá pra se beijar, que isso era um absurdo, etc... Falou tão alto que nos tornamos o centro das atenções da panificadora com todos olhando pra nossa mesa. Preferi não armar nenhum barraco nem nada assim, pois isso só pioraria a situação, então o que fizemos foi nos levantar da mesa mandar cancelar todos os pedidos (os 7 já tinham pedido o que iriam comer e beber) e fomos embora, até a rua 24 horas, onde ficamos sem problema nenhum. Tinha mais um grupo que não conhecíamos, mas também não gostaram do que aconteceu e seguiram nossa atitude de deixar o local. Enfim, até entendo (embora ache errado) que alguns comerciantes prefiram que homossexuais não demonstrem gestos de carinho (to falando de coisas simples, não se agarrar no local) dentro de seus estabelecimentos, porem acho um absurdo a forma que foi feita a abordagem, nos deixando alem de constrangidos pelo modo que ele falou mais constrangidos ainda por estarem todos os outros clientes olhando pra gente, ainda mais sendo essa panificadora um local frequentadíssimo por gays que saem do época (principalmente) ou da cats e vão lá pra gastar dinheiro. Como esse tipo de gente só vai acordar pra realidade de que nós estamos no século 21 quando começarem a perder clientes e dinheiro por causa de seus gestos preconceituosos acho muito importante que todos fiquem sabendo do que aconteceu. [Fonte: Rodrigo Rico,  INPAR 28 DE JUNHO, orionctba@uol.com.br,  www.inpar28dejunho.com, 1/5/2004]

13. HOMOSSEXUAIS SÃO EXCLUIDOS

A Homofobia: Confesso que a homofobia sempre me assustou. Seja escrevendo sobre Direitos Humanos, como advogado pesquisador ou como cidadão, este gênero de ódio humano nunca foi muito bem compreendido pelo meu espírito. O que mais me espantou e ainda me perturba é o fato de que inúmeras pessoas que freqüentam igrejas, chamam a si mesmas de servas de Deus, são as primeiras a lançarem as pedras, sem ao menos avaliar se estão em condições de atirar a primeira delas. Mais que um ódio, a homofobia deve ser vista como um crime. E um crime grave, passível de prisão. A partir do momento que se nutre ódio e aversão por um indivíduo, e este ódio configura-se como um ato positivo, já ocorre o crime. Mas, infelizmente, esta configuração de crime, dentro da legislação brasileira, não está amplamente amparada pela total inércia de nossos legisladores diante de um problema crescente e do qual não se pode mais fugir. A homossexualidade convive conosco, no nosso dia-a-dia e ninguém pode fechar os olhos para isso. E fechar os olhos é demonstrar ignorância diante de um fato que permeia a vida social desde os primórdios da humanidade.

Indivíduos homossexuais sempre existiram e existirão. Seja no trabalho, na vida social ou mesmo no seio familiar, a homossexualidade precisa ser encarada como algo natural e livre para se expandir. Sim, expandir-se, pois sua expressão natural passou a ser severamente reprimida a partir do advento do Cristianismo. As idéias preconceituosas e errôneas noções religiosas são as principais vilãs neste problema que toma aberta discussão no fim do século XX. Infelizmente, muito ainda há que ser discutido seja social ou juridicamente, mas o importante é que já existe uma pré-disposição da sociedade para discutir este tema tão polêmico para alguns, mas tão natural para outros. Uma pena que a visão positiva da homossexualidade esteja ofuscada pelo medo e ódio infundados e baseados em mero preconceito. A literatura está repleta de pessoas que afirmaram admirar um parente ou amigo até o dia em que descobriram se tratar de um indivíduo homossexual. De repente, todos os valores e qualidades daquele ente querido desapareceram, num passe de mágica, simplesmente porque sua orientação sexual revelada não "condizia com os princípios da sociedade".

É neste sentido que surge uma segunda questão: o que é condizente com os princípios sociais? Matar e roubar não é condizente. Mas nosso Código Penal ampara aquele que mata para se proteger e dá como atenuante o fato de alguém roubar para sobreviver, como o roubo de alimentos, por exemplo. Então, proibir o indivíduo de matar e roubar não pode ser visto como algo perfeito, acabado e não mais discutível. Pelo contrário, surge a discussão em torno da

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