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3. HOMOSSEXUAIS SÃO ATROPELADOS NO RIO - page 40 / 47

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Li o direito de resposta concedido pelo jornal Diário do Rio Doce, de Governador Valadares, a você, que exigiu a retratação de uma colunista que considerou o homossexualismo uma doença. Essa retratação foi feita. Entretanto, outra coisa grave com relação ao desrespeito aos direitos dos homossexuais aconteceu aqui em Governador Valadares, e está publicada no mesmo jornal. Desta vez os preconceituosos são o prefeito e alguns vereadores. Para melhor entendimento, envio uma transcrição da nota que será (ou foi) publicada na coluna Pinga Fogo da edição de 2 de setembro de 2004

A TRANSCRIÇÃO DA NOTA

Intolerância

Depois do veto do Executivo Municipal à lei que estabelecia punição para a discriminação contra pessoas por sua orientação sexual, a situação parece que ficou pior para esses cidadãos. “A discriminação está se acentuando”, reclamou esta semana um homossexual assumido, que foi xingado em seu bairro e por pouco não apanhou ao tentar responder aos agressores. Mas o interessante mesmo é um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados que pretende proibir, ou punir com pesadas multas, os homossexuais, masculinos ou femininos, que forem flagrados nas ruas trocando beijos e outros “amassos”. O deputado, extremamente conservador, acha que essa troca de carícias entre os seres humanos em público devia ser totalmente proibida. Ele questiona a situação pelo “exemplo” para as crianças que presenciarem tais cenas. Mesmo argumento de um vereador local...[Fonte: Arquivo GGB, 13/9/2004]

20. HOMOSSEXUALIDADE O MAL DO MUNDO

Pereira de Sousa escreveu que: O homossexualismo assolou nosso mundo moderno. É problema que entristece as almas dos verdadeiros adoradores de Deus. Embora a APA (Associação Psiquiátrica Americana) declarasse que o homossexualismo não era doença, mas preferência individual de cada na sua atividade sexual, o certo é que se alastrou pelos Estados Unidos a ponto de juízes aprovarem os chamados casamentos gays. O exemplo dos Estados Unidos e da Holanda e outros países europeus chegou a nossa terra e até projeto de lei se apresentou na Câmara de Deputados para adotarem os mesmos procedimentos de Los Angeles.

Este assunto deveria encher-nos de vergonha e não de ufanismos. Sei que é assunto escabroso e para mim de difícil conceituação. Nasci e criei-me num tempo em que no catecismo se aprendia ser pecado que brada ao céu o pecado sensual contra a natureza. Esse pecado cresceu em Portugal por causa dos emigrantes para a França. Lá se corromperam e trouxeram para algumas aldeias esses costumes depravados.

A Lei de Deus é clara demais, reprovando as práticas homossexuais. Leiamos a norma geral do Levítico: “O homem que se deita com outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação, deverão morrer, e o seu sangue cairá sobre eles” (Lev.20,13). Os jornais noticiaram que o presidente Bush quer seja aprovada emenda à Constituição americana proibindo os tais casamentos gays. Emenda à Constituição será dificílima pois que os Estados Unidos são avaros em emendar a sua Constituição. Em qual quer caso, fica a idéia universal de que tais casamentos não são glória da espécie humana.

Na terça-feira, 2/3/2004, A Folha de S. Paulo, p.A 12, estampou a seguinte notícia, que copiamos na íntegra, sem comentário algum. “Sauditas são presos por ir a casamento gay. Cerca de 50 homens foram presos na semana passa, na Arábia Saudita, sob a acusação de comparecer a uma cerimônia de união homossexual em Medina, cidade sagrada muçulmana. Eles estão sendo interrogados pela Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício e devem ser liberados hoje. O grupo negou tomar parte na cerimônia, dizendo se tratar do ensaio para o casamento de um amigo chadiano. O homossexualismo é pecado no Islã e crime ante a lei saudita”.

Prometi não comentar a noticia. Passo-a aos leitores tal como a li e meditei demoradamente. O homossexualismo é pecado para o Islã e crime ante a lei saudita. Que Deus nosso Senhor converta nosso mundo e nos salve a todos no dia de juízo final. [Fonte: Jornal A Tarde, 08/03/2004]

21. PESQUISA DO GAPA REVELA A DISCRIMINAÇÃO DE MINORIAS

As representações feitas pela sociedade para portadores de Aids, mulheres de bairros populares, representantes de minorias sexuais e adolescentes egressos de sistema prisional refletem as condições desses indivíduos terem respeitados seus direitos.

Essa foi a conclusão de pesquisa feita pelo Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (Gapa), apresentada ontem durante o encontro Diversos direitos: novas perspectivas na promoção de Direitos Humanos. O evento continua hoje no Hotel da Bahia (Campo Grande).

A pesquisa é resultado do Programa de Direitos Humanos do Gapa, iniciado há dois anos, e teve seus dados colhidos através de 200 questionários distribuídos a 50 integrantes de cada um dos quatro grupos discriminados. A pesquisadora Renata Camarotti exibiu dado de seu trabalho que aponta que 39% dos entrevistados entendem que a condição pessoal interfere no acesso ao trabalho. Além disso, apenas 33,5% dos entrevistados estavam empregados, mas não necessariamente em empregos formais.

Renata Camarotti observou ainda que para a maior parte dos entrevistados os representantes de minorias sexuais (gays, lésbicas e transgêneros) são os que mais sentem dificuldades para ter seus direitos assegurados, seguidos dos portadores de HIV/Aids. O grupo de mulheres moradoras de bairros populares é o que menos apresenta dificuldades. Quanto ao acesso à educação, o dado mais impressionante é referente aos travestis e transexuais: 44% dos entrevistados na pesquisa jamais freqüentaram a escola.

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