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3. HOMOSSEXUAIS SÃO ATROPELADOS NO RIO - page 7 / 47

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de existência, os skinheads cresceram, tornaram-se neonazistas assumidos e partiram para a violência organizada, incluindo apedrejamentos de sinagogas e cenas de vandalismo em cemitérios judeus e memoriais lembrando o Holocausto. No Brasil, eles cresceram a partir de dois grupos paulistas: Carecas do Subúrbio (ultranacionalista) e Carecas do ABC (extremamente violentos, pregando o ódio aos nordestinos, judeus, negros e homossexuais). No dia 14 de dezembro passado, dois estudantes foram obrigados a saltar de um trem em movimento por três skinheads, em Mogi das Cruzes, SP. Um deles - Flávio Augusto - teve o braço direito decepado. O outro - Clayton Leite - morreu, com traumatismo craniano e perda de massa encefálica. Os nomes dos assassinos: Vinícius Parizatto, Juliano Aparecido Freitas e Danilo Gimenez Ramos. Lembro que em fevereiro de 2000, na Praça da República, em São Paulo, cerca de 30 "carecas" espancaram até a morte um homossexual adestrador de cães. Fizeram isso pelo prazer de matar "um gay a mais". Ou seja: o prazer do exterminador, que não é mais do futuro, mas de um presente que se revela cruel, desumano e absurdo. Não por mera semelhança e coincidência, esses skinheads assassinos são jovens de classe média e abortos de uma civilização metropolitana em explícita decadência.

Os skinheads neonazistas brasileiras, além de São Paulo, concentram-se em Pelotas, Blumenau, Florianópolis e Curitiba. Usam a Internet e fazem conexões com extremistas de outros países. Tanto que há uma "home page", mantida a partir dos EUA, com o nome 14 Word Press, que já coloca material de propaganda em português. O nome do "site" foi tirado do próprio "slogan" da organização, formado por 14 palavras que não deixam dúvidas sobre seus objetivos: "Devemos assegurar a existência da nossa raça e um futuro para as crianças brancas". Espera-se que a sociedade brasileira comece a atuar de maneira organizada e veloz, usando instrumentos legais, para impedir um provável crescimento desses assassinos em outras cidades do país. [Fonte: Correio da Paraíba,  6/1/2004]

18. SUSPEITO DE ASSASSINATO ATRAÍA HOMOSSEXUAIS EM PAPO PELA INTERNET

A polícia suspeita que o comerciante desempregado Valdir Pinheiro de Souza, de 30 anos, possa ser um "serial killer" (matador em série), que escolhia suas vítimas em sala de bate-papo na internet. Ele, que se apresentaria como garoto de programa, foi preso em 23 de outubro, acusado de matar o cabeleireiro Fábio de Sá Leitão, de 24 anos, conhecido por trabalhar com clientes famosos, como a atriz Gabriela Duarte e as cantoras Sandy e Vanessa Camargo, segundo a polícia. O delegado Luiz Ozilak, do 34º Distrito Policial (Morumbi), explicou que Souza é suspeito em pelo menos outros quatro crimes semelhantes. A polícia deve pedir a prisão preventiva na próxima sexta-feira para tentar esclarecer outros crimes ocorridos em dois anos nos bairros de Pinheiros, Consolação e centro. Segundo a polícia, Souza é um homem frio. Para matar o cabeleireiro, usou um sabre, uma espada curta que corta apenas de um lado. Segundo Ozilak, Souza chegou a falar sobre um assassinato em Pinheiros, em que teria contado com a ajuda de uma mulher. Em todos os casos investigados, a forma de agir é a mesma: o contato é feito pela internet, a vítima é homossexual e a morte é seguida de roubo. O delegado contou que Leitão conheceu o acusado pela internet. Souza se identificava como Marcelo. O acusado foi até a casa da vítima, na região do Morumbi, no dia 20 de outubro. Foi visto por duas moças que dividiam a casa com o cabeleireiro, na Rua João Della Mana. Segundo o delegado, as moças saíram a pedido do cabeleireiro. O acusado disse que discutiu com Leitão por causa de sexo. Mas o delegado acredita que não houve tal discussão. - Ele usou uma moto com baú para levar aparelho de CD, videogame, celular e R$ 1.500 - afirmou o delegado. Ozilak descobriu que o local do crime foi lavado. Numa agenda da vítima havia cerca de 50 nomes, um em especial: Marcelo Chat. Os policiais identificaram Marcelo pela internet e o prenderam em Osasco. [Fonte: Plínio Delphino - Diário de S.Paulo, http://oglobo.globo.com/online/plantao/146923490.asp, São Paulo/Sp, 9/11/2004]

3. Discriminação em órgãos e por autoridades governamentais:

1. DEPUTADO QUER PUNIR BEIJO HOMOSSEXUAL EM SÃO PAULO

Ainda não é lei, mas se depender da vontade do deputado Elimar Maximo Damasceno (Prona/SP) o beijo mais quente entre pessoas do mesmo sexo vai virar uma contravenção penal, alegou estar preocupado com as crianças e freqüentadores de shoppings obrigados a se deparar com cenas escandalosas e constrangedoras. O Projeto prevê penas para quem trocar beijos, ou praticar atos lascivos, com pessoas do mesmo sexo em lugar público, aberto ou exposto ao público, seria dado uma multa a ser calculado pelo juiz a quem desobedecer sendo ofensivo ao pudor, para ele é desconfortante beijos e caricias entre pessoas do mesmo sexo imoral.  [Fonte: Diário de São Paulo, 29-8-2004, São Paulo/Sp]

2. PARLAMENTARES EVANGÉLICOS  SE DIVIDEM QUANTO AO DIA CONTRA HOMOFOBIA NO RIO

A discussão sobre o projeto de lei criada pelo deputado Gilberto Palmares (PT), gera divergência sobre o dever dos parlamentares nas casas de lei. Na pauta da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro do dia 15 de junho havia o projeto de lei 1151/2004, do deputado Gilberto Palmares, líder do PT na Alerj. O projeto quer instituir no Calendário Oficial do Estado um dia de combate à homofobia. Os dicionários definem homofobia como medo ou desprezo por pessoas do mesmo sexo. A psicologia define como: Aversão e medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante da monotonia ou da homossexualidade ou de se tornar homossexual. Medo, repugnância de se relacionar afetivamente com pessoas do mesmo sexo. Na opinião da psicóloga Ana Paula Garcia, a pessoa só agride um homossexual se estiver num grau mais doentio da homofobia. Entre outros pontos, a discussão está também em torno da data escolhida no projeto. O dia 28 de junho é conhecido mundialmente como o dia do Orgulho Gay, mas o relator

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