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ARRÁBIDA E SINTRA: DOIS EXEMPLOS DE TECTÓNICA PÓS-RIFTING DA BACIA LUSITANIANA - page 11 / 27

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fragmentação progressiva da Pangeia, até à completa rotura litosférica, consequente oceanização, e passagem a margem continental passiva. As estruturas do rifting mesozóico estão identificadas em diversos locais, tais como no Forte da Baralha, pedreira do Jaspe e Falha de Setúbal-Pinhal Novo (Kullberg et al. 2000).

Tal como acontece noutras bacias das margens atlânticas, a Bacia Lusitaniana é uma bacia não vulcânica; no entanto, a MOI foi afectada, ao longo da sua evolução, por importante

episódio

magmático

no

final

do

Cretácico,

limitado

essencialmente a um sector central, o da Bacia Lusitaniana. Este episódio deixou na área hoje emersa numerosos corpos magmáticos de tendência alcalina, como o Complexo Radial de Mafra, as intrusões de Sintra, Sines e Monchique, o Complexo Vulcânico de Lisboa e numerosos filões. Muitos diques intruíram ao longo do sistema de falhas Sintra-Arrábida, de direcção NW- SE, particularmente bem expostos no vale encaixado no diapiro de Sesimbra. A Falha da Arrábida, limite meridional da Bacia Lusitaniana, terá também funcionado como barreira à propagação destas fracturas e diques, pois não voltam a observar-se a sul da cadeia até às imediações da intrusão de

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Fig. 6 – Mapas paleogeográficos respeitantes ao (A) Aquitaniano; (B) Burdigaliano superior; (C) Serravaliano a Tortoniano inferior; (D) Placenciano.

Sines. Para além do diapiro de Sesimbra, aflorante, ocorrem estruturas em doma provavelmente salinos (Kullberg & Rocha, 1991), na Cova da Mijona e na Serra do Risco, respectivamente a Oeste e a Este de Sesimbra, formando um alinhamento de estruturas paralelas ao alinhamento da cadeia, na sua margem meridional. Critérios cartográficos, nomeadamente a ocorrência de conglomerados do Paleogénico a Oeste de Sesimbra, na depressão estrutural do sinclinal anelar do diapiro de Sesimbra, assim como de níveis de conglomerados com clastos carbonatados de naturezas diversas (com origem nas unidades mesozóicas regionais) no afloramento de Azeitão-Picheleiros (Azevêdo & Pimentel, 1995), levam a sugerir idade cretácica terminal para estas estruturas. Estes soerguimentos, apenas detectáveis através das discordâncias cartográficas e pelos referidos depósitos clásticos são provavelmente a manifestação distal da compressão pré-miocénica evidente que afectou a Bacia do Algarve, a sul, e a região de Lisboa, a norte, onde é claramente visível que o anticlinal da serra de Monsanto sobre o Complexo Vulcânico de Lisboa e os depósitos paleogénicos não afecta o Miocénico inferior.

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