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ARRÁBIDA E SINTRA: DOIS EXEMPLOS DE TECTÓNICA PÓS-RIFTING DA BACIA LUSITANIANA - page 4 / 27

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exemplos de variação lateral de fácies; podem observar-se aqui, de Este para Oeste, unidades depositadas em ambiente continental de leques aluviais e canais anastomosados, associados a desmantelamento de relevo tectónico (Kullberg et

Fig. 2b - Unidades litostratigráficas utilizadas para o Jurássico da região de Sintra.

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al. 2000), até marinho de plataforma carbonatada de pequena profundidade, inclusivamente com amonóides, passando por ambiente de transição, inter-mareal, representado por unidades argilo-arenosas.

Geneticamente, os conglomerados estão indiscutivelmente associados à grande aceleração da distensão no início da terceira fase de rifting da Bacia Lusitaniana, ou seja, são correlativos, na base, da Formação de Abadia (Membro de Castanheira) (ver “Bacia Lusitaniana” neste volume). No entanto, a sua idade a tecto é do final do Titoniano, o que coloca este conjunto como equivalente das Formações de Abadia e de Lourinhã.

  • O

    conjunto destas unidades da Arrábida vem ainda

evidenciar um claro aprofundamento da bacia em direcção à sua zona axial, e consequente aumento de espessuras, ao longo de depocentro submeridiano que passa pelas sub-bacias de Bombarral, de Arruda e de Turcifal, a Norte (ver “Bacia Lusitaniana” neste volume) e a região de Sintra-Lisboa, mais a Sul.

Na região de Sintra, as unidades equivalentes, mais uma vez evidenciando posicionamento mais distal na Bacia relativamente às da Arrábida, são constituídas pelas Formações de Ramalhão, Mem Martins e Farta Pão (p.p.).

A tendência para um maior aprofundamento para a região axial da Bacia vai continuar, e mesmo acentuar-se, durante o Cretácico Inferior, quer para a região da Arrábida quer para a de Sintra-Cascais, onde aliás se fixam o depocentro e as fácies marinhas. Nas áreas periféricas, observam-se ambientes sedimentares de tendência continental, a norte, e, de transição, a leste e a sul

  • O

    próprio padrão cartográfico no sector ocidental da

Arrábida assinala essa tendência da geometria da Bacia pois realça um pendor regular em direcção ao depocentro, facto bem demonstrado pela geometria em cunha do conjunto das unidades, com forte variação de espessura cartográfica (e real) desde ocidente até o meridiano de Sesimbra, praticamente desaparecendo na metade oriental da Arrábida.

As unidades litostratigráficas formais para o Cretácico inferior dos sectores meridional e central da Bacia Lusitaniana (vide “Bacia Lusitaniana”, neste volume) foram definidas por Rey (1992) que as dividiu em 4 regiões: Cascais-Sintra, Arrábida, Ericeira e Torres Vedras. Este autor agrega as 3 primeiras num Grupo estratigráfico formal (in Rocha, 1996), o “Grupo de Cascais”, que corresponde genericamente à área da Bacia onde as formações apresentam maiores espessuras e fácies com maior influência marinha, o que se verifica particularmente em Cascais-Sintra; nas outras duas áreas envolventes mais próximas (Arrábida e Ericeira) as fácies são mais litorais, denotando maior influência de acarreios detríticos continentais e menores espessuras.

Para a região de Cascais encontram-se individualizadas, acima da Formação de Farta Pão, cuja parte superior é

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