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Fizemos pedágio na frente da escola, com a cobertura da Polícia Militar do DF para que quem passasse pela aquela rua soubesse o por quê da nossa faixa. A Casa Thomas Jefferson nos doou um DVD que foi imediatamente transformado em passagem aérea, através de uma rifa. Com os dias contados para a viagem, ainda faltava um pouco de dinheiro. Vendemos bolo e chocolate nas escolas, fizemos tantas rifas que hoje o meu apelido na escola é “Maria Rifa”. Fizemos um bazar de produtos usados numa comunidade carente e foi onde mais recebemos apoio, pois até lá eles ouviram falar da turma que iriam conhecer o País do Tio Sam. Enfrentamos poeira, chuva, calor, frio, fome, mas tínhamos uma boa causa. Fizemos camisetas para sermos identificados quando trabalhássemos pelo Intercâmbio, ficaram lindas! Vendemos também as camisetas.

Com tudo isso ainda faltava dinheiro para completar duas passagens, e recebemos uma ordem que caso fosse preciso seria cortado um estudante. Entrei em pânico: estava determinada que iríamos todos! Começamos a pensar o que mais vender - já não tínhamos mais nada e estava próxima a viagem... Voltando para casa numa noite depois de muito trabalhar, conversei com Deus pra que ele nos desse uma luz de trabalho que íamos lá e fazíamos acontecer. No outro dia à tarde recebi um telefonema da professora Almerinda dizendo que a Embaixada Americana resolveu interceder por nós... e nos doou 2400 dólares! Depois dessa virada os jornais ficaram sabendo das nossas “aventuras” e nos contactaram para falarmos a toda Brasília dos Companheiros das Américas em parceria com a Secretaria de Educação do DF. Falamos, e falamos bonito! Aproveitando o espaço pedi à sociedade de Brasília agasalhos emprestados aos meninos. Muita gente nos ligou, fomos às casas buscar os agasalhos no compromisso de devolvermos tudo na volta de Washington.

Washington foi “um sonho que se tornou realidade”. Valeu a pena todo o sacrifício, valeu a pena cada sorverte, cada bazar, cada rifa vendida; faríamos tudo novamente se preciso fosse. Tive a oportunidade de ir ao escritório dos Partners e recebi do Matt Clausen um pin dos Companheiros das Américas. Até hoje eu o uso na minha roupa. Conhecemos pessoas maravilhosas em todos os lugares que andamos, montamos um livro lindo deste trabalho com material arrecadado dos lugares visitados, e montamos na Casa Thomas Jefferson, em espaço cedido pela Profa..Ana Maria Assunção, uma exposição de tudo que vivenciamos durante e depois do intercãmbio. Novamente chamamos a mídia.

Agradeço aos Partners que confiaram em mim como voluntária que sou - e pretendo ser cada vez mais. Obrigada a todos, vocês fazem parte agora da minha vida.

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