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CAPÍTULO 1: A GRAVAÇÃO ÓPTICA

Comprado individualmente, o PDS custava 35.000 dólares (€39.600), mas precisava de ser integrado num sistema mais completo para que pudesse realizar algum trabalho de gravação útil.

Quando comparado com uma unidade de gravação compacta para instalar no PC tal como conhecemos hoje, o equipamento comerciali- zado pela Meridian Data era, além de dispendioso, muito complexo. Para propor um sistema completo capaz de produzir CDs, a Meridian teve ainda de projectar e fabricar uma placa de circuitos adicional (LEA, ou Layered Error Correction Code Augmentor) cujo objectivo era adicio- nar capacidade de correcção de erros fundamental para a criação de cópias de CD-ROMs.

A unidade completa chamava-se CD Professional e consistia numa grande caixa que incluía o PDS, a LEA e um processador central dedi- cado à tarefa de gerir o equipamento.

Como já deve ter dado para adivinhar, nada disto era sequer capaz de ser ligado a um computador pessoal digno desse nome: as gravações tinham de ser feitas a partir da leitura de dados de um subsistema de disco rígido especialmente concebido para o efeito, conhecido por CD Publisher e com o tamanho de uma máquina de lavar roupa moderna.

Entre outras coisas (como a necessidade de incluir gigantescas fontes de alimentação no sistema), a complexidade e tamanho do sistema era justificado pelo facto de que os maiores discos rígidos da altura não eram sequer capazes de albergar a imagem completa do CD-ROM a gravar, pelo que eram usados nada menos de quatro discos rígidos de 380 MB cada um, para um total – na altura extraordinário – de 1,5 GB de espaço em disco, necessária para albergar tanto o ficheiro original como a cópia resultante.

A complexidade era ainda maior devido a diferenças entre interfaces: enquanto o sistema PDS da Yamaha usava a interface SCSI (ver capítulo 2), os discos rígidos tinham também de ser SCSI – mas não eram, uma vez que usavam uma outra interface relativamente popular no início dos anos 80 mas que caiu entretanto em desuso e chamada ESDI (Enhanced Small Device Interface). Resultado, o sistema usava uma placa especial de controlo que fazia a conversão da interface entre as duas normas.

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